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ONU afirma que economia energética é "razoável" e não deveria ser polêmica

03/08/2022 20h00

Nações Unidas, 3 ago (EFE).- A ONU defendeu nesta quarta-feira as medidas de economia energética promovidas por vários governos como algo "razoável" e muito necessário diante da crise energética no mundo, e afirmou que tais iniciativas não deveriam ser vistas como polêmicas.

"Não vejo motivo para isto ser polêmico", disse a secretária geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Rebeca Grynspan, ao ser questionada em entrevista coletiva sobre as críticas que algumas destas políticas têm recebido.

Grynspan apresentou nesta quarta-feira, juntamente com o chefe da ONU, António Guterres, um relatório elaborado pela organização com recomendações para responder à atual crise energética, no qual apela aos governos, especialmente os dos países desenvolvidos, para que atuem para controlar a demanda.

Entre as iniciativas, a ONU aposta em ações como aumentar a temperatura do ar condicionado no verão, diminuir o aquecimento no inverno, melhorar o isolamento dos edifícios, instalar sistemas mais eficientes de aquecimento nas casas e aprovar medidas para reduzir o consumo de combustível nos transportes.

"Quem realmente vai se opor não a colocar o ar condicionado a 18 graus, mas a 21 ou 22 graus?", questionou Grynspan, que insistiu que "o racionamento da demanda não tem de ser polêmico".

"Estas são medidas que todos sabemos que fazem sentido, que são razoáveis e que também tentam aumentar a consciência do consumidor e oferecer a mensagem certa da liderança", acrescentou.

A economista costa-riquenha enfatizou que todas as ações propostas pela ONU para poupar energia são "coisas concretas e práticas que podem ter um impacto muito importante a curto prazo".

Segundo ela, "honestamente", não há motivo para essas iniciativas "não serem ser adotadas pelos governos de todo o mundo".

As propostas apresentadas nesta quarta-feira pelas Nações Unidas são frutos de um grupo de trabalho coordenado por Grynspan com o objetivo de responder aos efeitos globais da guerra na Ucrânia e que, anteriormente, já tinha apresentado recomendações na área da alimentação e das finanças. WFE