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Zelensky recebe missão da AIEA a caminho da central de Zaporizhzhia

30/08/2022 17h19

Lviv (Ucrânia), 30 ago (EFE).- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, recebeu nesta terça-feira em Kiev a missão de especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), chefiada por seu diretor, o argentino Rafael Grossi, que se dirige à usina nuclear de Zaporizhzhia.

"A chegada da missão da AIEA na Ucrânia é uma questão fundamental para a segurança da Ucrânia e do mundo", disse o governante ucraniano, em um vídeo transmitido pela presidência no qual aparece ao lado de Grossi.

Zelensky também insistiu que o objetivo principal deve ser a "desmilitarização" da usina, a maior da Europa e ocupada por tropas russas desde o último mês de março.

O controle da usina "deve ser transferido para o Estado ucraniano", segundo assegurou, pois dele depende que os "riscos nucleares" possam ser excluídos.

Zelensky vem solicitando há semanas a presença da missão da AIEA para inspecionar as instalações da usina.

A missão, composta por 14 membros, deve viajar de Kiev até a região de Zaporizhzhia, o que implica cruzar a frente de batalha, sob controle russo.

Embora Moscou e Kiev tenham declarado seu interesse de que a missão da AIEA cumpra sua missão e possa inspecionar o estado da maior usina nuclear do continente europeu, sua proximidade com as zonas de combate dificulta o cumprimento dessa tarefa.

A administração pró-Rússia de Enerhodar, uma cidade no sul da Ucrânia controlada pelo Exército russo que abriga a maior central nuclear da Europa, denunciou um novo ataque ucraniano à usina na terça-feira.

Por sua vez, Kiev acusou o Exército russo de bombardear possíveis rotas pelas quais a missão poderia chegar à usina.

A usina atômica foi temporariamente desconectada da rede elétrica ucraniana na semana passada, após um incêndio no último reator que ainda estava conectado.

O serviço foi restabelecido no dia seguinte, embora a estatal ucraniana Energoatom tenha alertado para os riscos de radioatividade e insistido em sua reivindicação da presença de especialistas da AIEA na usina. EFE