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BNDES: maior parcela dos desembolsos do 1º quadrimestre foi para infraestrutura

Daniela Amorim

Rio

A maior parcela dos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no primeiro quadrimestre de 2017 foi para a área de Infraestrutura, que respondeu por quase 37% do total liberado pelo banco, uma fatia de R$ 7,9 bilhões. O resultado representa uma queda de 9% em relação ao mesmo quadrimestre de 2016, embora alguns segmentos de Infraestrutura tenham registrado expansão, informou o banco, em nota.

O setor de Telecomunicações acumulou R$ 703 milhões em desembolsos entre janeiro e abril, um crescimento de 504% em relação a igual período do ano passado, com concentração de investimentos em modernização de redes.

O segmento de Transporte Ferroviário teve expansão de 106% nos desembolsos, enquanto Energia Elétrica cresceu 40%.

O setor de Comércio e Serviços ficou com pouco mais de 22% dos recursos liberados pelo BNDES no primeiro quadrimestre, somando R$ 4,7 bilhões. A Agropecuária teve R$ 4,3 bilhões, 20% do total de desembolsos. Já a fatia da Indústria foi de quase 21%, somando R$ 4,5 bilhões.

Aprovações

O BNDES informou que o total aprovado pelo banco em financiamentos ficou em R$ 18,2 bilhões nos primeiros quatro primeiros meses do ano, o que significa uma estabilidade em comparação com o mesmo período de 2016. "O indicador de aprovações antecipa os investimentos que ainda vão ingressar na economia, uma vez que os desembolsos são feitos apenas após a contratação do empréstimo, ao longo do desenvolvimento dos projetos", ressaltou o BNDES, em nota.

O total aprovado para a Indústria cresceu 34% no primeiro quadrimestre de 2017, ante o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 4,6 bilhões. "Os demais indicadores operacionais do BNDES seguem refletindo o contexto econômico do país de recuperação lenta e gradual, que não se distribui uniformemente entre os setores", completou o BNDES no comunicado.

No consolidado do primeiro quadrimestre, o banco de fomento registrou R$ 27,5 bilhões em consultas e R$ 24,6 bilhões em enquadramentos, o equivalente a recuos de 27% e 22%, respectivamente, na comparação com o mesmo período de 2016. Os setores com avanços relevantes nas consultas no período foram Celulose e Papel (370%), Mecânica (192%), Química e Petroquímica (136%), Alimentos e Bebidas (52%) e Têxtil e Vestuário (39%).

Entre os enquadramentos - etapa em que os pedidos de financiamento são encaminhados para análise nas áreas operacionais do BNDES -, houve crescimento nos setores de Mecânica (541%), Celulose e Papel (321%) e Alimento e Bebida (70%).

Progeren

O BNDES informou que a linha Progeren foi o principal destaque dos desembolsos ocorridos no primeiro quadrimestre deste ano. A linha de financiamento para capital de giro a empresas desembolsou R$ 2,2 bilhões entre janeiro e abril, uma alta de 339% em relação ao liberado no mesmo período do ano passado.

No acumulado em 12 meses, a linha BNDES Progeren soma R$ 4,4 bilhões emprestados em mais de dez mil operações, alta de 147% em relação aos doze meses imediatamente anteriores.

O banco de fomento destacou também o aumento de 13% no total de liberações para projetos de Inovação, que somaram quase R$ 700 milhões entre janeiro e abril deste ano.

Quanto ao porte dos beneficiados, as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) ficaram com pouco mais de 38% do total desembolsado pelo BNDES, o equivalente a R$ 8,2 bilhões, 13% a menos do que o desembolsado para o segmento no mesmo período do ano anterior. O resultado foi influenciado principalmente pela queda de 35% entre as microempresas. O recuo entre pequenas empresas alcançou 1%, enquanto houve alta de 25% para o total repassado às médias empresas.

As liberações para grandes empresas caíram 16% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2016, somando R$ 13,2 bilhões entre janeiro e abril de 2017.

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