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Servidor envolvido em corrupção será afastado das funções, diz Novacki

Gustavo Porto

Ribeirão Preto

O ministro interino e secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, afirmou nesta terça-feira, 16, ao Broadcast Agro (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), que servidores envolvidos nas operações da Polícia Federal (PF), em Tocantins e em Santa Catarina, deflagradas nesta terça-feira, serão afastados imediatamente das funções e alvo de uma auditoria que poderá terminar com a exoneração dos cargos públicos.

Além da apuração da PF, as ações, segundo ele, ocorrem a partir de denúncias feitas em investigações internas dentro da Pasta e de apurações recorrentes após a Operação Carne Fraca, deflagrada em março.

"Durante Operação Carne Fraca dissemos que outras deveriam surgir e as irregularidades apuradas no Ministério são compartilhadas com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal", afirmou. "Servidores envolvidos serão afastados imediatamente das funções e alvo de auditoria. O Ministério tem total interesse em expurgar do seu quadro servidores envolvidos em corrupção e em separar joio do trigo; a grande maioria dos servidores cumpre seu papel com muita competência", disse o ministro interino.

Segundo Novacki, a ação em Santa Catarina apurou o envolvimento de fiscais federais agropecuários que fariam "vista grossa" para importação de camarões da Argentina, com o apoio do Ministério da Agricultura. "Em Tocantins o problema é a fraude econômica, com fiscais que permitiram limite de água em frango acima do tolerado", disse.

Novacki, que está no cargo por conta da viagem do ministro Blairo Maggi a países do Oriente Médio, afirmou que o Ministério acompanha e dá todo suporte à PF nas operações.

Maggi foi informado pelo próprio Novacki das operações logo pela manhã e continuará acompanhando as apurações mesmo no exterior. Novacki está em deslocamento vindo de Dourados (MS), onde participou na segunda-feira de um evento do agronegócio. O ministro interino se dirige a Brasília (DF), onde terá uma reunião prevista para esta terça à tarde com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Eles devem discutir possíveis novas ações da corporação junto ao Ministério da Agricultura.

Em nota, a Polícia Federal informou que, na Operação Lucas, cerca de 120 policiais federais cumprem 62 mandados judiciais, sendo 10 prisões temporárias, 16 mandados de condução coercitiva e 36 mandados de busca e apreensão nos Estados de Tocantins, Pará, São Paulo e Pernambuco, além do bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de bens móveis e imóveis nos valores de R$ 2,2 milhões. A investigação começou após denúncia de que frigoríficos e empresas de laticínios fiscalizadas teriam sido favorecidas em processos administrativos, por meio do retardamento na tramitação e anulação de multas.

Já a Operação Fugu visa ao desmantelamento de grupo com atuação na Superintendência do Ministério da Agricultura em Santa Catarina. As investigações apuraram diversas evidências relacionadas à proteção ilícita de empresas do ramo alimentício, bem como de perseguição a servidores com atuação na área de fiscalização mediante instauração de procedimentos disciplinares e remoções infundadas.

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