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Decisão sobre acelerar corte de juro será tomada na reunião, avalia economista

Altamiro Silva Junior

São Paulo

O discurso do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, na tarde desta quarta-feira, 17, em evento do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que os dirigentes da autoridade monetária vão deixar para decidir na própria reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) se aceleram o ritmo de corte na Selic para 1,25 ponto porcentual, avalia o economista-chefe da Mauá Capital, Alexandre de Azara.

Para o economista, será uma decisão apertada como há muito não se via nas reuniões do Copom. Caso o ritmo passe para 1,25 ponto, Azara avalia que faria mais sentido o corte ser seguido por outro do mesmo patamar no encontro de julho.

O economista da Mauá mudou na terça-feira, 16, a previsão de corte na reunião de agora para 1,25 ponto. A gestora acredita que a Selic deve terminar o ano entre 7,5% e 7,75%. Mas após a fala de hoje de Ilan, a avaliação é que a decisão não está fechada. "A mensagem foi clara", diz o economista.

O presidente do BC afirmou que os dirigentes da instituição ponderam qual é o grau de antecipação adequado do ciclo de cortes da Selic. "Estamos ponderando qual o grau de antecipação adequado, entre o atual ritmo e uma intensificação adicional moderada", afirmou Goldfajn. "Não há definição no momento, a decisão ocorrerá apenas na próxima reunião do Copom."

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