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ACSP: confiança do consumidor sobe em maio, mas fica no campo do pessimismo

Thaís Barcellos

São Paulo

O Índice Nacional de Confiança (INC), medido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), subiu levemente em maio, para 68 pontos, de 66 pontos em abril, ainda mantendo-se no campo do pessimismo (abaixo de 100 pontos). A medição, contudo, destaca a ACSP, foi realizada do dia 1º ao dia 13 do mês, antes, portanto, do início da atual crise política, desencadeada em 17 de maio.

No ano, apesar da melhora de indicadores econômicos, tais como a inflação, as contas externas e os juros, a confiança acumula nove pontos de queda. "Isso não se refletiu no ânimo do consumidor", afirmou Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Segundo Burti, a principal causa da queda do INC mês a mês é a alta do desemprego.

"Mesmo assim, defendemos a continuidade da política econômica: ela está no caminho certo, apesar do avanço lento dos números", acrescentou Burti. "Inclusive essa política econômica, acompanhada pela melhora de indicadores, fez aumentar a confiança da indústria e do empresariado", argumentou.

Desde janeiro, segundo a pesquisa, vem caindo continuamente a parcela dos brasileiros que acreditam em melhora de sua própria condição financeira, passando de 38% no primeiro mês do ano para 32% em maio. A fatia dos que estão inseguros no emprego chegou a 60% neste mês, de 51% em janeiro.

Encomendado pela ACSP ao Instituto Ipsos, o Índice Nacional de Confiança é elaborado a partir de entrevistas pessoais e domiciliares em todas as regiões brasileiras, com base em amostra probabilística e representativa da população brasileira de áreas urbanas, de acordo com dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e PNAD 2014).

Segundo a ACSP, trata-se de uma medida da extensão de confiança e segurança do brasileiro quanto à sua situação financeira ao longo do tempo. Além de indicar a percepção do estado da economia para a população em geral, o índice visa a prever o comportamento do consumidor no mercado, diz a associação.

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