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IPP cai 0,12% em abril ante alta de 0,06% em março, afirma IBGE

Daniela Amorim

Rio

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou queda de 0,12% em abril, informou na manhã desta sexta-feira, 26, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de março foi revisada de uma alta de 0,09% para elevação de 0,06%.

O IPP mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. Com o resultado agora anunciado, o IPP de indústrias de transformação e extrativa acumulou recuo de 0,20% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 3,05%.

Considerando apenas a indústria extrativa, houve aumento de 1,72% em abril após a elevação de 3,44% em março. Já a indústria de transformação registrou redução de 0,19% no IPP de abril, ante recuo de 0,06% em março, segundo o IBGE.

Os bens de capital ficaram 0,09% mais caros na porta de fábrica em abril. O resultado ocorre após os preços terem ficado 0,79% maiores em março. Já os bens intermediários recuaram 0,29% em abril, ante uma alta de 0,28% no mês anterior.

Os preços dos bens de consumo aumentaram 0,09%, após queda de 0,44% em março. Dentro dos bens de consumo, os bens duráveis tiveram elevação de 0,43%, após avanço de 0,37% no mês anterior. Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis recuaram 0,01% em abril, ante queda de 0,69% em março.

A queda de 0,12% do IPP em abril teve contribuição de 0,01 ponto porcentual de bens de capital; -0,16 ponto porcentual de bens intermediários e 0,03 ponto porcentual de bens de consumo. No âmbito dos bens de consumo, não houve impacto da ligeira queda de preços observada nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (0,00 ponto porcentual) e a contribuição de bens de consumo duráveis foi de 0,04 ponto porcentual.

Atividades

As quedas nos preços das indústrias alimentícias e de refino puxaram a redução de 0,12% no IPP de abril, informou o IBGE. Por outro lado, os aumentos nas indústrias extrativas e em outros produtos químicos impediram um recuo maior.

Entre as 24 atividades industriais pesquisadas pelo instituto, 13 apresentaram variações positivas no mês. Os maiores aumentos foram registrados em madeira (1,73%), indústrias extrativas (1,72%) e metal (1,11%). Na direção oposta, o segmento de refino de petróleo e produtos de álcool teve o principal recuo: -2,85%.

Em relação à formação da taxa do IPP de abril, as maiores contribuições negativas partiram de refino de petróleo e produtos de álcool (-0,29 ponto porcentual) e alimentos (-0,07 ponto porcentual, como resultado de um recuo de 0,35% nos preços).

Por outro lado, pressionaram a inflação da indústria os setores de outros produtos químicos (0,06 ponto porcentual) e indústrias extrativas (0,06 ponto porcentual).

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