Alta está longe de permitir permanência da produção no campo positivo, diz IBGE

Fernanda Nunes

Rio

O gerente de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), André Macedo, afirmou que a alta de 0,6% da produção industrial na passagem de março para abril "é um dado positivo para o início do segundo trimestre". Ainda assim, diz ele, está longe de permitir a permanência da produção industrial no campo positivo ao longo do período.

"Precisamos esperar os meses seguintes, mas o comportamento recente não garante a continuidade de taxas positivas. Não há, claramente, uma trajetória consolidada de recuperação da produção", afirmou.

Sobre os reflexos da crise política na produção industrial, Macedo afirmou que toda incerteza pode levar a uma retração do investimento e do consumo. "A gente precisa aguardar as informações dos meses subsequentes para ter ideia do reflexo da crise política sobre os resultados da produção industrial ao neste ano", acrescentou.

Nesta sexta-feira, 2, o IBGE informou que a produção industrial subiu 0,60% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Em relação a abril de 2016, a produção caiu 4,5%. No ano, a indústria teve queda de 0,7%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou recuo de 3,6%.

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