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Cúpula da UE e da China encerra sem consenso sobre acordo de comércio

Bruxelas

A União Europeia e a China fracassaram em resolver as diferenças existentes em suas propostas para um acordo de comércio na cúpula de líderes desta sexta-feira, encerrando o encontro sem chegar a um acordo.

As diferenças, principalmente em relação ao setor de aço, impediram o que poderia ser uma demonstração conjunta de força em defesa das regras e acordos internacionais após a emergência de Donald Trump como líder dos Estados Unidos. Ontem, o republicano anunciou a retirada do país do Acordo do Clima de Paris.

Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk afirmou que ambos os lados concordaram que a decisão norte-americana era "um grande erro". O premiê chinês, Li Keqiang, não abordou a questão diretamente, mas afirmou que a aliança entre Pequim e Bruxelas era "útil para conter as incertezas do mundo".

Em relação ao acordo, no entanto, não houve consenso sobre a linguagem que deveriam utilizar. Nos últimos anos, a UE tem levantado impostos antidumping em uma gama de exportações chinesas, levando a China a retaliar. Ambos os lados criticam práticas injustas de comércio.

Na coletiva de imprensa após a reunião, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker afirmou que a discussão reduziu as diferenças na questão do aço.

"Mas nós ainda não chegamos a uma conclusão", admitiu.

Li, por sua vez, afirmou ser importante que a UE respeite as obrigações criadas ao conceder à China o status de economia de mercado, o que dificulta a imposição de tarifas antidumping.

O premiê, por outro lado, demonstrou flexibilidade por parte dos chineses ao afirmar que, se necessário, os dois lados podem trabalhar para mudá-las e melhorá-las. "Isto enviaria um sinal à sociedade e o mercado de que ambos os lados cumprem as regras internacionais e defendem o multilateralismo", acrescentou.

Além do acordo comercial, o encontrou serviu para os dirigentes discutirem outras questões, entre elas o programa nuclear norte-coreano.

Tusk afirmou que a UE e a China tem um interesse comum na redução das tensões na península coreana e pediu que o país encerre seus testes balísticos.

"Contamos com o apoio da China para atingir esses objetivos', disse.

Li, por sua vez, disse que Pequim esta implementando "vigorosamente" as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Coreia do Norte. Para o premiê, caso suja a necessidade de impor novas sanções no Conselho de Segurança - onde a China tem poder de veto -, o país "vai agir de acordo".

"Em último caso, a questão será resolvida através do diálogo e das negociações", afirmou. Fonte: Dow Jones Newswires.

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