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Acordo de investimento bilateral com a China "está na agenda", diz Mnuchin

Washington

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja retomar o diálogo para um tratado de investimento bilateral que daria às companhias americanas maior acesso ao mercado chinês, mas apenas se Washington fizer progresso em outras questões comerciais, disse nesta terça-feira o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin.

O governo do ex-presidente Barack Obama disse que esteve perto de concluir uma negociação de anos com Pequim sobre um Tratado de Investimento Bilateral. Já o governo Trump tem como foco aumentar as exportações para a China, em vez de levar investimento à segunda maior economia do mundo, o que reduziu a esperança entre defensores do comércio nos EUA de que o acordo possa ser fechado em breve.

Mnuchin, durante discurso no Conselho de Negócios EUA-China, realizado anualmente, disse que o acordo com a China está na agenda de Trump, embora não seja uma grande prioridade.

O secretário de Tesouro disse que primeiro o governo deseja avançar em questões específicas de acesso ao mercado, como exportação de carne, regras chinesas sobre importações de biotecnologia e produtos do setor de energia. "Então nós podemos nos voltar para um acordo de investimento bilateral."

Mnuchin também disse que, embora o governo considere mudanças técnicas para o processo de revisão de segurança sobre investimento estrangeiro, ele não usará isso para alavancar melhores termos de comércio com a China.

Alguns congressistas dizem que os EUA deveriam buscar a "reciprocidade" em sua relação comercial com a China. Mnuchin diz, porém, que a revisão de segurança nacional deve ser tratada de maneira independente e que não se quer misturar os assuntos.

O governo americano já realiza uma revisão sobre se as políticas de subsídio da China para o setor de aço representam uma ameaça à segurança nacional, já que isso afeta o setor nos EUA. Caso ela conclua que sim, o Departamento do Comércio poderia impor novas tarifas sobre as importações chinesas. Fonte: Dow Jones Newswires.

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