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Correção: Projeção do IPCA 2017 no cenário de mercado está em 4,0%, diz ata

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues

Brasília

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção no primeiro parágrafo. No cenário de mercado, a projeção de inflação para 2018 foi de 4,6% - igual ao verificado no comunicado divulgado após a reunião, na quarta-feira passada. Naquele comunicado, a projeção de 4,4% para 2018 era uma referência às expectativas apuradas na Focus. Segue texto corrigido.

A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada nesta terça-feira, 6, indicou que a projeção para o IPCA de 2017 no cenário de mercado está em 4,0%, mesmo patamar que constava no comunicado divulgado logo após a reunião da semana passada. Já a projeção para 2018 seguiu em 4,6%, também como no comunicado.

Na quarta-feira passada, o comunicado havia trazido ainda que, considerando as expectativas apuradas no Focus, a inflação projetada para 2017 está em 4,0% e para 2018 em 4,4%. Já na ata anterior do Copom, de abril, a projeção para 2017 era de 4,1% e de 4,5% para 2018.

As projeções do cenário de mercado levam em conta taxas de juros e câmbio variáveis, apuradas pela pesquisa Focus do BC. Nos últimos meses, a instituição tem dado maior ênfase justamente às projeções do cenário de mercado.

Na visão do BC, o cenário de referência, que utiliza juros e câmbio fixos, teria perdido relevância porque o ciclo atual é de queda de juros. Na ata divulgada nesta terça, assim como na anterior, o BC não informou as projeções no cenário de referência.

No caso do cenário de mercado, as projeções indicam que o BC caminha para o cumprimento da meta de inflação projetada para este e o próximo ano. O centro da meta para cada um dos anos é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%).

No Relatório de Mercado Focus publicado na segunda, as instituições financeiras projetaram inflação de 3,90% em 2017 e de 4,40% em 2018. Na semana passada, ao reduzir a Selic em 1 ponto porcentual, de 11,25% para 10,25% ao ano, o BC indicou que sua principal preocupação é com o andamento das reformas trabalhista e previdenciária no Congresso. Para a instituição, as incertezas aumentaram após o estouro da crise política.

Preços administrados

O BC revisou suas projeções para a alta dos preços administrados em 2017 e 2018. Para este ano, o índice calculado passou para 6,1%, ante os 6,3% expressos na ata anterior, divulgada em abril. Na segunda-feira, 5, o Relatório de Mercado Focus indicou que a estimativa para 2017 no mercado financeiro é de elevação de 5,5% dos administrados.

No caso de 2018, a expectativa do Copom para os preços administrados é de alta de 5,5%, ante variação de 5,4% verificada na ata de abril. No Focus, a projeção está em 4,7%.

Estas previsões para os preços administrados ajudaram a formar a base para que o colegiado cortasse na semana passada a Selic (a taxa básica de juros), de 11,25% para 10,25% ao ano. Foi a sexta redução consecutiva da taxa.

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