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Economia segue com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, diz BC

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues

Brasília

A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), publicada nesta terça-feira, 6, pelo Banco Central, repetiu a avaliação de que a economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego.

O documento passou a considerar que, até o momento, o cenário externo tem se mostrado favorável, na medida em que a atividade econômica global mais forte tem mitigado os efeitos de possíveis mudanças de política econômica nos países centrais. No documento anterior, o Copom ainda citava apenas as incertezas com relação à dinâmica do cenário externo.

"O comportamento da inflação permanece favorável, com desinflação difundida inclusive nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. É necessário acompanhar possíveis impactos do aumento de incerteza sobre a trajetória prospectiva da inflação", completou a ata.

Estabilização e retomada gradual

A ata do Copom avalia ainda que os dados recentes corroboram o cenário de estabilização e perspectiva de retomada gradual da economia. O colegiado ressalta que essa retomada, no entanto, pode ser mais (ou menos) demorada e gradual do que a antecipada.

"A manutenção, por tempo prolongado, de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia pode ter impacto negativo sobre a atividade econômica", pondera o documento.

O Copom considera exatamente a incerteza sobre a aprovação de reformas como o principal fator de risco também no cenário básico para inflação. "Isso se dá tanto pela maior probabilidade de cenários que dificultem esse processo, quanto pela dificuldade de avaliação dos efeitos desses cenários sobre os determinantes da inflação", completa a ata.

Entre esses determinantes, estariam justamente a atividade econômica e as expectativas de inflação, mas também as estimativas da taxa de juros estrutural e os preços de ativos financeiros relevantes.

Além disso, o Copom destaca que a desinflação dos preços de alimentos e de preços industriais pode ter efeitos secundários na inflação, contribuindo para quedas adicionais das expectativas de inflação e da inflação em outros setores da economia.

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