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Deflação do IGP-DI pode ter ficado para trás, diz Salomão Quadros

Vinicius Neder

Rio

Os preços do atacado foram os principais responsáveis tanto pela deflação de 0,51% no Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de maio quanto pela aceleração do indicador ante abril, quando registrou recuo de 1,24%. Daqui para frente, a tendência é que o indicador como um todo saia da deflação, afirmou nesta quarta-feira, 7, o superintendente-adjunto de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Salomão Quadros.

Os dados divulgados pela FGV na manhã desta quarta-feira mostraram aceleração no IPA-DI, que mede o atacado, de -1,96% em abril para -1,10% em maio.

Quadros citou três motivos por trás do movimento.

O primeiro está nas matérias-primas agropecuárias, que saíram de -5,14% em abril para -0,91% em maio. "Acabou o efeito mais forte da supersafra", disse Quadros, citando ainda a expectativa em relação à safra norte-americana, que está mais próxima da colheita e leva volatilidade às cotações internacionais da soja e do milho.

O segundo motivo está nas matérias-primas para manufaturas, que incluem insumos para a indústria, cujos preços aceleraram de -1,50% em abril para 0,21% em maio. Segundo Quadros, incertezas sobre as perspectivas de crescimento econômico na China levaram a uma correção de cotações internacionais no segundo trimestre - após algumas recuperações notáveis, como é o caso do barril do petróleo. Agora, a correção para baixo parece ter chegado ao fim, disse Quadros.

O terceiro motivo é o minério de ferro. Após forte alta até o início do ano, as cotações internacionais também passaram por uma correção, conforme explicou Quadros. Esse movimento ainda ocorreu em maio, tanto que os preços do minério de ferro no IPA-DI registraram deflação de 19,11% ante deflação de 9,53% em abril. Para junho, tudo leva a crer, explicou Quadros, que a correção chegará ao fim. "Tudo indica que a gente vai completar essa saída da deflação", disse o pesquisador da FGV.

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