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BCE eleva projeções de crescimento da zona do euro, mas reduz as de inflação

Sergio Caldas

São Paulo

O Banco Central Europeu (BCE) elevou hoje suas projeções de crescimento econômico da zona do euro para este e os próximos dois anos, mas cortou suas previsões de inflação para o mesmo período.

Em coletiva de imprensa, o presidente do BCE, Mario Draghi, previu que a inflação no bloco deverá continuar em torno dos níveis atuais nos próximos meses e avaliou que a inflação subjacente continua contida, mas deverá ganhar força gradualmente.

Atribuindo a revisão à fraqueza recente nos preços do petróleo, Draghi disse que o BCE agora prevê que a inflação da zona do euro ficará em 1,5% em 2017, desacelerará para 1,3% em 2018 e voltará a ganhar força em 2019, chegando a 1,6%.

Em março, o BCE projetava a inflação em 1,7% este ano, 1,6% em 2018 e 1,7% em 2019.

Dados preliminares da agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, mostraram que a inflação anual ao consumidor da zona do euro desacelerou para 1,4% em maio, de 1,9% em abril. Com isso, a taxa voltou a ficar bem abaixo da meta do BCE, que é de inflação ligeiramente inferior a 2,0%.

Segundo Draghi, nada substancial aconteceu com a inflação, além da queda dos preços do petróleo e de alimentos. Ele avaliou também que não existe mais o risco de deflação na zona do euro.

Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) do bloco, o BCE agora prevê expansão de 1,9% em 2017, 1,8% em 2018 e 1,7% em 2019. As projeções anteriores eram de 1,8%, 1,7% e 1,6%, respectivamente.

Mais cedo, o BCE decidiu manter sua política monetária inalterada, como previam analistas, mas sinalizou que não voltará a cortar juros. Com informações da Dow Jones Newswires.

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