Jucá vai pedir urgência para reforma trabalhista em plenário após votação na CCJ

Isabela Bonfim, Julia Lindner e Fernando Nakagawa

Brasília

O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), minimizou nesta terça-feira (20), a derrota da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado e explicou a estratégia para os próximos dias de tramitação do projeto no Senado.

"A oposição comemora o resultado como uma vitória, mas na parte técnica não há qualquer prejuízo para a reforma. O governo tem maioria e vamos aprovar o projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário", afirmou.

Jucá será o relator do projeto na CCJ. O senador já divulgou, por meio de sua assessoria, relatório semelhante ao do senador Ricardo Ferraço, favorável ao projeto. Nesta quarta-feira (21), o relatório será lido na comissão, mas a votação deve acontecer apenas na semana seguinte. O senador explicou que, após a votação, irá pedir regime de urgência para projeto no plenário.

"O projeto vai tramitar com urgência e, dessa forma, se houver emendas em plenário, não há necessidade de voltar à CCJ para discutir essas modificações", afirmou Jucá. A tática é para ganhar tempo e não atrasar ainda mais o calendário do governo.

Tramitação

A derrota na CAS levantou suspeita se a base do governo estaria suficientemente alinhada para aprovar o projeto na CCJ. Mas, ainda que a reforma trabalhista seja rejeitada em mais uma comissão, o projeto seguirá para o plenário normalmente.

No plenário, são apresentados os relatórios aprovados em cada comissão: parecer favorável aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos, parecer contrário aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais e parecer favorável de Romero Jucá, que ainda será analisado pela CCJ. Os senadores votarão um requerimento para escolher qual parecer será votado em plenário. O líder do governo vai trabalhar para que seja votado o parecer favorável.

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