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Consumidores esperam inflação de 6,9% em 12 meses a partir de junho, aponta FGV

Vinicius Neder

Rio

A mediana da inflação esperada pelos consumidores nos próximos 12 meses ficou em 6,9% em junho, um recuo de 0,2 ponto porcentual em relação ao resultado de 7,1% verificado em maio, informou nesta sexta-feira, 23, a Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulgou o Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores.

O resultado representa o menor patamar desde janeiro de 2013, quando a inflação esperada para os próximos 12 meses estava em 6,3%.

Na comparação com o mesmo período no ano anterior, o indicador registra recuo de 3,6 pp. "A tendência de queda das taxas projetadas de inflação vem ocorrendo desde março de 2016 e reflete a recessão prolongada e seus efeitos sobre o consumo das famílias. Nos últimos meses, o ritmo de queda das expectativas dos consumidores aumentou", diz a nota distribuída pela FGV.

Com a queda nas expectativas de inflação dos consumidores, diminuiu a diferença em relação às expectativas dos especialistas consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus. Em fevereiro de 2016, essa diferença estava em 4,7 pp. Em junho, fechou em 2,3 pp, a menor diferença desde março de 2015. "A tendência sinaliza aumento da confiança na política monetária e favorece a recuperação da economia nos próximos meses", continua a nota da FGV.

Em junho, 53,8% dos consumidores consultados previam inflação inferior a 6,0% nos 12 meses seguintes, dando continuidade ao movimento de migração das expectativas para valores inferiores ao limite superior da meta de inflação estabelecida pelo BC para este ano. A frequência de respostas na faixa entre 3,5% a 4,5% avançou para 18,5%, maior porcentual desde março de 2008 (18,5%).

Por outro lado, "entre os intervalos superiores ao teto de 6%, a faixa entre 7% e 8% sofreu a maior redução relativa de frequência de respostas, ao passar de 10,6% para 8,7% das escolhas", diz a FGV.

O Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores aponta ainda que a inflação prevista recuou em todas as faixas de renda, exceto nas famílias com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800. Conforme a FGV, a queda mais expressiva ocorreu na faixa de menor poder aquisitivo, com renda até R$ 2.100, cuja expectativa passou de 8,5% em maio para 7,3% em junho, o menor nível desde dezembro de 2013.

O Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores é obtido com base em informações da Sondagem do Consumidor, que ouve mensalmente mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do País. Aproximadamente 75% dos entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

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