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Superávit do setor externo soma US$ 2,884 bi em maio, revela BC

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues

Brasília

Após o superávit de US$ 1,153 bilhão em abril, o resultado das transações correntes ficou positivo em US$ 2,884 bilhões em maio, informou nesta terça-feira, 27, o Banco Central. Este é o terceiro superávit mensal consecutivo e o melhor resultado para meses de maio na série histórica, iniciada em 1995. O montante superou as expectativas do BC, que projetava superávit em conta de US$ 1,5 bilhão no quinto mês do ano.

O resultado do mês passado foi melhor que o teto do levantamento realizado pelo Projeções Broadcast com 23 instituições, que tinha intervalo de superávit de US$ 1,1 bilhão a superávit de US$ 2,7 bilhões (mediana positiva de US$ 2 bilhões). A estimativa do BC, atualizada no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), é que o rombo externo de 2017 seja de US$ 24,0 bilhões.

A balança comercial registrou saldo positivo de US$ 7,419 bilhões em maio, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 2,471 bilhões. A conta de renda primária também ficou deficitária, em US$ 2,267 bilhões. No caso da conta financeira, o resultado foi positivo em US$ 3,124 bilhões.

No acumulado do ano até maio, o rombo nas contas externas soma US$ 616 milhões.

Já nos últimos 12 meses até maio deste ano, o saldo das transações correntes está negativo em US$ 18,147 bilhões, o que representa 0,96% do Produto Interno Bruto (PIB). Este é o menor porcentual em relação ao PIB desde março de 2008 (0,73%).

Os dados sobre o setor externo divulgados nesta terça pelo Banco Central, em tese, já podem ter sido impactados pelo aumento do risco político no Brasil, após delação premiada de executivos da JBS atingirem o governo Michel Temer. As primeiras notícias sobre a delação saíram em 17 de maio.

Remessa de lucros

A remessa de lucros e dividendos de companhias instaladas no Brasil para suas matrizes foi de US$ 1,381 bilhão em maio, informou o Banco Central. A saída líquida representa um volume menor do que os US$ 1,708 bilhão que foram enviados em igual mês do ano passado, já descontados os ingressos.

No acumulado de janeiro a maio deste ano, a saída líquida de recursos via remessa de lucros e dividendos alcançou US$ 7,524 bilhões. O total é superior ao registrado em igual período do ano passado, quando as remessas foram de US$ 6,478 bilhões. A expectativa do BC é de que a remessa de lucros e dividendos deste ano some US$ 24,5 bilhões.

O BC informou também que as despesas com juros externos somaram US$ 911 milhões em maio, ante US$ 1,133 bilhão em igual mês do ano passado. No acumulado do ano, essas despesas alcançaram US$ 9,673 bilhões, valor maior que os US$ 8,285 bilhões de igual período do ano passado. Para este ano, o BC projeta pagamento de juros no valor de US$ 22,5 bilhões.

Viagens internacionais

A conta de viagens internacionais voltou a registrar déficit em maio, informou o Banco Central. No mês passado, quando o dólar subiu 1,42% ante o real, a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil foi de um saldo negativo de US$ 1,077 bilhão. Em igual mês de 2016, o déficit nessa conta foi de US$ 679 milhões.

O desempenho da conta de viagens internacionais foi determinado por despesas de brasileiros no exterior, que somaram US$ 1,496 bilhão em maio. Já o gasto dos estrangeiros em passeio pelo Brasil ficou em US$ 419 milhões no mês passado.

No acumulado do ano até maio, o saldo líquido dessa conta está negativo em US$ 4,613 bilhões. Em igual período do ano passado, esse valor era de US$ 2,407 bilhões. Para 2017, o BC estima um déficit de US$ 12,5 bilhões para esta rubrica, mais que os US$ 8,473 bilhões de déficit registrados em 2016.

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