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Abimóvel tentará destaque na Câmara que poupe setor da reoneração da folha

Eduardo Rodrigues

Brasília

Sem conseguir emplacar um destaque para escapar da reoneração da folha na comissão mista da Medida Provisória 774, a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) já articula a inclusão de um novo destaque que poupe o setor durante a votação da medida no plenário da Câmara dos Deputados. Após a votação de destaques na comissão mista, o presidente da entidade, Daniel Lutz, disse que muitas empresas irão fechar, caso sejam obrigadas a voltar a recolher a contribuição previdenciária sobre a folha e não sobre o faturamento.

"A indústria moveleira é intensiva em mão-de-obra e, em alguns casos, a mudança de tributação pode triplicar o valor do imposto devido. Muitas empresas então terão que ficar inadimplentes com o tributo", disse o executivo. "Além disso, a mudança de tributação pode acarretar um aumento de até 8% no valor dos produtos e todos sabemos que os móveis não são bens de primeira necessidade. O setor está sofrendo na recessão e isso só irá acelerar o fechamento de fábricas", completou.

A Abimóvel reclama ainda que outros setores poupados da reoneração ou empregam menos mão-de-obra ou já estariam em um processo de recuperação mais adiantado. "Com certeza, o lobby desses setores foi maior. Não achamos justo eles serem beneficiados e a indústria de móveis permanecer penalizada", acrescentou.

Mesmo com a intenção de tentar novamente ser poupado no plenário da Câmara, Lutz acredita que a maioria dos setores que forem beneficiados durante a tramitação no Congresso será vetada pelo presidente Michel Temer no momento da conversão da MP em lei.

O relatório aprovado na comissão, inclusive, facilitou esses vetos ao separar em alíneas diferentes os setores que estavam aglutinados em um só artigo que os mantinham com a desoneração da folha. "O melhor dos mundos, para todos os setores é que essa MP não seja votada no prazo e perca a validade", concluiu.

O prazo para que a MP 774 seja votada nos plenários da Câmara e do Senado acaba no dia 10 de agosto. Mas a expectativa do governo é que ambas as votações ocorram já na próxima semana.

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