PMI consolidado do Brasil cai para 48,5 pontos em junho, de 50,4 pontos em maio

Thaís Barcellos

São Paulo

O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) consolidado do Brasil caiu para 48,5 pontos em junho, de 50,4 pontos em maio, assinalando, segundo a Markit, responsável pelo indicador, um retorno à contração da atividade do setor privado.

A economista da instituição Pollyanna de Lima afirmou que a queda no PMI consolidado de junho tem maior participação do setor de serviços do que do segmento industrial (de 52 em maio para 50,5 em junho). "O crescimento econômico no Brasil foi interrompido em junho devido a uma desaceleração na provisão de serviços, o setor dominante no país. Contudo, no segundo trimestre, como um todo, o PMI consolidado atingiu uma média de 49,8, a leitura trimestral mais alta desde o terceiro período de 2014", pondera.

A segunda retração consecutiva no setor de Serviços levou o PMI para 47,4 pontos, de 49,2 pontos em maio. Segundo a Markit, houve interrupção no crescimento do volume de novos trabalhos que já durava quatro meses. A causa, conforme os entrevistados, foi uma combinação de fatores, como as condições instáveis de mercado, perturbações políticas, demanda frágil e a situação financeira dos consumidores. Assim, as empresas trabalharam para reduzir os pedidos em atraso, diminuindo o volume de negócios pendentes.

Outro fator que pressionou o segmento de Serviços em junho foi o aumento dos custos de insumos, principalmente devido ao enfraquecimento da moeda, mas, apesar disso, os empresários reduziram marginalmente os preços para os consumidores com o objetivo de conseguir novos trabalhos.

Com o volume de vendas mais baixo e as tentativas de redução de custos, além dos planos de reestruturação das empresas e o encerramento de algumas operações, houve nova diminuição no número de funcionários do setor de Serviços.

A Markit ressalta que os participantes da pesquisa mencionaram preocupações com as questões políticas e com as condições lentas dos negócios, embora continuem otimistas com o crescimento da atividade nos próximos 12 meses em função da expectativa de novas parcerias e investimentos. "O sentimento positivo dos provedores de serviços diminuiu e atingiu um recorde de baixa de quinze meses", completa Pollyanna.

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