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Meirelles: 'Vamos deixar de ter crescimento de pato para ter de águia'

Adriana Fernandes

Porto Alegre

Em palestra para lideranças empresariais do Rio Grande do Sul, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, avaliou que o crescimento da economia brasileira é vigoroso, mas não transparece ainda devido à profunda recessão que o país viveu nos últimos anos.

Na palestra, Meirelles --que vai deixar o Ministério da Fazenda para buscar se viabilizar numa candidatura nas próximas eleições-- voltou a ressaltar os avanços da economia durante a sua gestão no comando da política econômica. Essa tem sido uma estratégia nas suas viagens pelo Brasil para se firmar como um candidato viável.

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Segundo ele, o Brasil vai ter que "aprender de novo" se políticas do passado que deram errado voltarem. "É pouco provável", disse Meirelles. Com a continuidade das políticas, o ministro previu que o crescimento dos próximos anos será superior aos 3% previstos para 2018. "Vamos deixar de ter um crescimento de 'voo de pato' para ser de águia", afirmou.

2,5 milhões de novos empregos

Meirelles disse que o aumento dos investimentos e do consumo das famílias é forte, previu 2,5 milhões de novos empregos em 2018, ressaltou a queda histórica da inflação e aproveitou que está no Rio Grande do Sul para destacar que o crescimento no Estado tem sido maior do que a média histórica.

"Isso tem acontecido após uma intensa agenda de reformas", disse ele. Ele citou as 15 medidas econômicas consideradas prioritárias pelo governo federal para serem aprovadas e enfatizou que a privatização da Eletrobras é fundamental. "Estamos criando um crescimento de longa duração", disse.

Segundo Meirelles, o aumento dos investimentos e do consumo, no passado, foi de pouca duração por causa da injeção de crédito dos bancos públicos, o que não ocorre agora.

Num aceno ao governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (MDB), presente na palestra, o ministro disse que o governo está trabalhando para o Estado ser aceito no programa de recuperação fiscal do Tesouro Nacional.

Até agora, apenas o Rio de Janeiro conseguiu entrar no programa, que suspende o pagamento da dívida com a União e viabiliza empréstimos ao governo estadual.

Críticas a Lula

Em tom de campanha, a presidente da Federasul (entidade que congrega várias representações empresariais do Rio Grande do Sul), Simone Leite, chegou a diz que os protestos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula em Bagé mostram "reação" da sociedade.

"É uma grata satisfação, nesta semana histórica onde a classe produtiva reage, num exemplo que iniciou em Bagé e começa a se alastrar por todo o país", disse a dirigente.

Ela elogiou Sartori e disse que o Estado sofreu muito os efeitos da má gestão política e do "populismo irresponsável num passado recente".

Meirelles, na palestra, preferiu falar tratar apenas de temas econômicos e evitou temas políticos diretamente, apesar de ter criticado as políticas econômicas do governo do PT.

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