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Há necessidade de tornar política monetária um pouco mais estimulativa, diz ata

Eduardo Rodrigues e Fernando Nakagawa

Brasília

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, 27, pelo Banco Central (BC), explicou por que o colegiado decidiu deixar a porta aberta para um novo corte na Selic na próxima reunião, em maio.

O documento informa que houve consenso no Copom de que a evolução da conjuntura, do cenário básico e do balanço de riscos tornou clara a necessidade de um ajuste da política monetária em relação ao movimento que havia sido sinalizado como mais provável na reunião anterior, que era de encerramento do ciclo de cortes na taxa Selic.

Parte desse ajuste, considerou o Copom, ocorreu com a redução na semana passada do juro básico da economia em 0,25 ponto porcentual, para 6,5% ao ano. O BC lembrou que o 12º corte consecutivo na Selic já estava refletido nas projeções de analistas e na estrutura a termo das taxas de juros.

"Entretanto, os membros do Copom concluíram pela necessidade de tornar a política monetária um pouco mais estimulativa", acrescentou o documento.

De acordo com a ata, o comitê julgou que a dinâmica das diversas medidas de inflação subjacente sinalizava maior risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas, por isso um novo corte na Selic mitigaria este risco.

Além disso, mesmo em cenários com a Selic já em 6,5%, as perspectivas de inflação continuaram caindo no horizonte relevante, principalmente para 2018.

"O Copom decidiu, portanto, sinalizar que, para a próxima reunião, uma flexibilização monetária moderada adicional se mostra adequada sob a ótica atual", explicou a ata.

O BC informou ainda que essa visão para a próxima reunião poderá se alterar e levar à interrupção do processo de flexibilização monetária, no caso dessa mitigação de riscos se mostrar desnecessária.

A ata também reafirma que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação.

Preços administrados

O Banco Central manteve sua projeção para a alta dos preços administrados em 2018, conforme a ata do último encontro do Copom. Para este ano, o índice calculado continuou em 4,8%. No caso do próximo ano, o porcentual caiu de 4,1% para 3,8%. As estimativas anteriores constavam na ata da reunião do Copom de fevereiro.

O Relatório de Mercado Focus indicou nesta segunda-feira, 26, que a estimativa para 2018 no mercado financeiro é de elevação de 4,90% dos administrados. Para 2019, a expectativa está em 4,50%.

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