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Atividade perde fôlego, mas BofA prevê PIB de 3%

Altamiro Silva Júnior

São Paulo

A atividade econômica tem dado alguns sinais recentes de perda de fôlego, mas os juros nas mínimas históricas e o começo da recuperação do crédito dever ajudar o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil a ganhar tração nos próximos meses, avalia o Bank of America Merrill Lynch. O banco norte-americano manteve a projeção de crescimento de 3% do PIB em 2018, de acordo com relatório a clientes.

O ruído político associado às eleições devem ter algum impacto na atividade, especialmente no segundo semestre, ressaltam os economistas do BofA, David Beker e Ana Madeira. O foco na corrida presidencial deve crescer nos próximos meses, na medida em que os candidatos e suas coalizões começam a ganhar forma.

A expansão do consumo das famílias é que deve puxar a retomada da economia em 2018, observam economistas. A alta dos indicadores de confiança é uma sinalização de que o consumo deve seguir com crescimento, que deve se acelerar nos próximos meses.

"Historicamente, o índice de confiança do consumidor prevê o (comportamento) do consumo privado de dois a três trimestres com bastante precisão", ressaltam os economistas, observando que após atingir mínimas históricas, os índices começaram a melhorar no primeiro trimestre de 2016.

Este mês, tiveram alta de 5%, chegando ao maior nível desde setembro de 2014.

Indústria. Os indicadores de confiança da indústria também seguem melhorando, chegando este mês ao maior patamar desde 2013, ressalta o BofA. Mas o setor responde por 18% do PIB, enquanto o consumo tem participação de 63%. Por isso, são os gastos das famílias que vão puxar o PIB este ano.

Os economistas do BofA destacam que, nas últimas semanas, alguns indicadores surpreenderam negativamente, o que levantou preocupações sobre a intensidade da retomada econômica. Entre os recentes números da economia, o BofA cita que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,6% em janeiro, influenciado pelo setor de serviços e indústria mais fraco que o esperado.

Esses dados mais fracos não mudaram a visão do banco norte-americano que o PIB vai crescer 3% este ano. Além da expectativa de aceleração do consumo, o BofA ressalta que os efeitos defasados dos juros baixos na atividade vão ser outro estímulo para a atividade. O banco projeta novo corte na Selic na reunião de maio do Comitê de Política Monetária (Copom), levando a taxa para 6,25%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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