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Movimento de recuperação de perdas da indústria permanece gradual, diz IBGE

Daniela Amorim

Rio

03/04/2018 13h28

O movimento de recuperação das perdas recentes da indústria brasileira ainda ocorre de forma gradual, avaliou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A indústria operava em fevereiro 15,1% abaixo do pico de produção registrado em maio de 2011, segundo os resultados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física divulgados pelo IBGE. O ritmo de produção estava em patamar semelhante a abril de 2009, época da crise financeira internacional.

"Depois dos quatro últimos meses de 2017 com comportamento positivo, que dá um crescimento acumulado de 4,1%, a indústria inicia o ano de 2018 com comportamento de menor intensidade. Mas mesmo com esse início de 2018 para o total da indústria num ritmo menor, o patamar da produção de fevereiro é o segundo maior desde agosto de 2015. O maior patamar recente é o de dezembro", apontou Macedo. "Claro que o ritmo de produção do início de 2018 mostra perdas, mas ainda está em patamar melhor do que já esteve no final de 2016 e início de 2017", completou.

Segundo o pesquisador do IBGE, não houve alteração recente nos fatores conjunturais que impactam a indústria nacional. As oscilações na série com ajuste sazonal, portanto, seriam fruto de uma recuperação ainda muito lenta e gradual, explicou.

"Não pode ficar olhando isoladamente a queda de janeiro sem olhar que nos últimos meses de 2017 a indústria teve uma recuperação maior. Isso serve para o total da indústria, mas também para as categorias de uso", frisou Macedo.

O pesquisador reforça que a produção devolve um pouco do patamar que foi conquistado ao fim do ano passado, mas a indústria ainda está em situação melhor do que em meses anteriores, quando a distância do ritmo de produção ao pico superou os 20%.

Em fevereiro, a produção de bens duráveis se destacou na pesquisa, apresentando crescimento em todas as comparações, puxada pela queda nos juros e pela melhora na massa salarial, justificou Macedo. Já o avanço na confiança de empresários manteve a categoria de bens de capital em território positivo, embora a produção ainda esteja 36,9% inferior ao ponto máximo registrado em setembro de 2013.

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