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Produção industrial cresce em 14 dos 26 ramos investigados em fevereiro, diz IBGE

Daniela Amorim

Rio

A produção industrial cresceu em 14 dos 26 ramos pesquisados na passagem de janeiro para fevereiro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As principais influências positivas foram de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4,4%); veículos automotores, reboques e carrocerias (0,9%); produtos de metal (3,1%); produtos diversos (7,4%); couro, artigos para viagem e calçados (4,1%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6%).

Na direção oposta, a queda de maior impacto sobre a média global foi das indústrias extrativas (-5,2%), eliminando o avanço de 3,4% registrado em janeiro.

Outras influências negativas partiram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-8,1%), produtos alimentícios (-0,8%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%), máquinas e equipamentos (-2,7%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-11,3%), impressão e reprodução de gravações (-14,8%) e metalurgia (-1,5%).

Destaques

A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias saltou 16,8% em fevereiro, na comparação com fevereiro de 2017. Ante janeiro deste ano, o crescimento foi de 0,9%, segundo os dados do IBGE. "A produção de automóveis cai em fevereiro ante janeiro, mas os caminhões puxam alta na atividade de veículos", lembrou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do instituto.

O setor exerceu a maior contribuição positiva para o avanço de 2,8% da indústria nacional em fevereiro em relação a fevereiro do ano passado. Mas os resultados positivos foram disseminados, alcançando 18 dos 26 ramos industriais, 55 dos 79 grupos, 55% dos 805 produtos pesquisados e todas as quatro grandes categorias econômicas.

"O resultado não teve influência de efeito calendário. Foram 18 dias úteis em fevereiro de 2018 e também em fevereiro de 2017", lembrou Macedo.

Os bens de consumo duráveis e bens de capital tiveram os maiores avanços. O segmento de bens de consumo duráveis subiu 15,6% em fevereiro de 2018 frente a igual período de 2017, a décima sexta taxa positiva consecutiva. O setor foi particularmente impulsionado pelo crescimento na fabricação de automóveis (11,8%) e de eletrodomésticos da "linha marrom" (41,1%), em especial os televisores, que vêm apresentando aumento por conta da demanda estimulada pela Copa do Mundo.

Nos bens de capital, a produção cresceu 7,8% em relação a fevereiro de 2017, a décima alta consecutiva, com contribuição dos equipamentos de transporte (15,8%).

O índice de difusão da indústria, que mede o porcentual de produtos com avanço na produção, recuou de 60,4% em janeiro para 55,0% em fevereiro. A taxa acumulada em 12 meses, porém, indica manutenção da melhora de ritmo.

A alta de 3,0% acumulada pela indústria nos 12 meses encerrados em fevereiro manteve a trajetória ascendente para o setor industrial iniciada em junho de 2016, além de ter sido o sexto resultado positivo consecutivo e o mais intenso desde junho de 2011, quando crescia 3,6%. "Dá um pouco dessa ideia de melhora de ritmo para a produção", avaliou Macedo.

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