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PMI composto cai para 51,5 pontos em março, diz IHS Markit

Thaís Barcellos

São Paulo

04/04/2018 12h15

O PMI composto, que consolida os indicadores de serviços e da indústria, recuou de 53,1 pontos em fevereiro para 51,5 pontos no terceiro mês deste ano, informou a IHS Markit nesta quarta-feira, 4. O indicador sofreu esse retrocesso por conta do recuo no Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) de Serviços do Brasil, que caiu de 52,7 pontos em fevereiro para 50,4 pontos em março.

O índice da indústria, divulgado na segunda-feira, 2, subiu de 53,2 para 53,4 pontos na mesma base de comparação. Todos se mantêm acima da marca neutra de 50 pontos.

"O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2018 numa posição mais fraca devido a uma desaceleração considerável no seu setor dominante, o de serviços", ressaltou a economista Pollyanna de Lima. "Mas, nem tudo é negativo e pessimista para o setor de serviços, já que sinais de uma demanda sólida e de expectativas de negócios positivas sugerem um quadro mais atraente para os próximos meses", completou.

Apesar do resultado negativo em março, Pollyanna ponderou que o PMI consolidado do trimestre ficou em 51,8, a marca mais elevada desde o quarto trimestre de 2013, "sugerindo que o crescimento do PIB se acelerou em relação à taxa de comparação trimestral de 0,1% observada no quarto trimestre".

Apesar da recuperação mais forte da demanda, que alcançou seu nível mais alto em mais de cinco anos, a IHS Markit afirmou que o crescimento do setor foi contido por dificuldades financeiras, inadimplências e baixo nível de empregos. A instituição explicou que as empresas relacionaram o aumento da demanda a iniciativas de marketing, bases mais amplas de clientes e um ambiente econômico "relativamente" melhor.

Desse modo, as empresas se mostraram mais otimistas sobre às perspectivas de produção nos próximos 12 meses, alcançando o recorde de alta em seis meses. "Segundo relatos, previu-se um crescimento em sintonia com a oferta de novos serviços, o potencial de redução de custos e as condições econômicas favoráveis."

Inflação

Os empréstimos mais baratos compensaram o aumento dos preços de combustíveis e de serviços de infraestrutura, provocando desaceleração na inflação de insumos. Contudo, a tentativa de reduzir os custos provocou mais um corte no quadro de funcionários do setor de Serviços, sendo a 37ª em 37 meses. Já os preços de venda subiram.

A economista da IHS Markit avaliou que o mercado de trabalho mais forte deve "se tornar prioridade" para os responsáveis pelas decisões de políticas econômicas para que uma recuperação sustentável da economia aconteça.

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