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Previ: só título público não é mais opção para atingir meta atuarial

Fernanda Guimarães, Cynthia Decloedt e Aline Bronzati

São Paulo

04/04/2018 17h19

Os fundos de pensão não poderão mais contar apenas com a compra de títulos públicos para assegurar suas metas atuariais, diante do atual patamar de taxas de juros, disse nesta quarta-feira, 4, o presidente da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Gueitiro Marsuo Genso, em apresentação no 5º Fórum do Bradesco BBI, em São Paulo.

Genso disse ainda que o plano 1 da Previ, que é o mais maduro, possui hoje 47,90% alocado em renda variável e 30,80% em renda fixa. As proporções, no entanto, devem se inverter até 2024, ano em que é previsto que renda variável ocupe a fatia de 42,20% e renda fixa 59,50%. "Precisaremos de bons papéis de renda fixa. Os fundos precisam de alternativa para esse cenário ", disse. O executivo disse, ainda, que papéis de longo prazo não são um entrave para a entrada da Previ.

O executivo disse ainda que neste momento a Previ está atenta à governança corporativa das empresas investidas, tanto em renda fixa quanto em variável. Em renda variável, o olhar está para empresas boas pagadoras de dividendos e empresas com governança madura. Hoje a fundação tem 86% de suas participações concentrada em 10 companhias e está no planejamento uma desconcentração, mas que ocorrerá gradativamente.

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