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Demanda aérea mundial sobe 7,6% em fevereiro ante fevereiro de 2017, diz Iata

Letícia Fucuchima

São Paulo

05/04/2018 12h44

O tráfego aéreo (medido em número de passageiros por quilômetro voado, ou RPK) mundial subiu 7,6% em fevereiro frente aos níveis de igual mês de 2017, informou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês). No período, a oferta de assentos (assentos-quilômetros ofertados, ou ASK) aumentou 6,3%, fazendo com que a taxa de ocupação crescesse 0,9 ponto porcentual, para 80,4% - patamar recorde para o mês.

De acordo com a entidade, a demanda aérea mostrou retomada no mês após ter desacelerado em janeiro devido a fatores pontuais, como o ano novo chinês mais tardio. Segundo o CEO da Iata, Alexandre de Juniac, a trajetória do indicador tem sido sustentada pela robusta recuperação econômica e pela sólida confiança empresarial. Porém, altas nos preços dos combustíveis e dos custos com pessoal em alguns países podem amenizar o estímulo das tarifas aéreas mais baixas sobre o crescimento do tráfego, aponta.

Em nota, Alexandre de Juniac destaca ainda que a América Latina pode enfrentar uma "crise de infraestrutura" no futuro caso os governos locais não enderecem problemas de capacidade aeroportuária. "A Cidade do México apresenta um dos gargalos mais críticos na região. O aeroporto atual foi desenhado para receber 32 milhões de passageiros por ano, mas serve 47 milhões. A solução é um novo aeroporto que já está em construção. Porém, o seu futuro sofre influências políticas no contexto das próximas eleições presidenciais", afirma.

Ainda em fevereiro, o tráfego aéreo internacional aumentou 7,2% na comparação anual. A oferta subiu 5,9%, de modo que a taxa de ocupação cresceu 1,0 p.p., para 79,3%. Na abertura por regiões, o maior crescimento da demanda foi verificado na América Latina, onde o tráfego avançou 9,8% no mês.

Quanto à demanda por viagens domésticas, a Iata contabilizou aumento de 8,2% ao redor do mundo, puxado pelos crescimentos de dois dígitos dos mercados indiano e chinês.

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