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Unica defende maior diversificação das fontes nos leilões de energia

Luciana Collet

São Paulo

Após observar a contratação de apenas dois empreendimentos a partir da biomassa no leilão de energia A-4 realizado ontem, a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) defendeu a necessidade de "manter esforços para a bioeletricidade sucroenergética" e de promover maior diversificação de fontes nos leilões.

"O número de projetos contratados junto à biomassa ainda é muito tímido vis-à-vis o potencial desta fonte. Por isto, é importante uma sequência regular e crescente na contratação da biomassa nos leilões regulados. Isso estimulará a estruturação de um número maior de projetos de bioeletricidade a cada novo certame, além de promover a expansão da geração diversificada na matriz elétrica brasileira", declarou o gerente em Bioeletricidade da entidade, Zilmar Souza.

Dos 1.024 MW de capacidade viabilizada no leilão de quarta-feira, apenas 61 MW são provenientes da biomassa, o que corresponde a 6% do total. A fonte foi contratada a R$ 198,94/MWh, o que corresponde a um deságio de 39,5% ante o preço inicial de R$ 329/MWh. A Unica lembra que foram cadastrados 28 projetos para o certame.

A entidade lembra que no A-4 de 2017, a biomassa cadastrou 42 projetos e comercializou apenas um. Nos dois leilões, de quarta e de dezembro passado, os certames foram dominados pela fonte fotovoltaica, que respondeu por mais de 70% do volume comercializado.

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