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Alimentos, educação e comunicação ajudam a conter inflação no IGP-DI, diz FGV

Daniela Amorim

Rio

09/04/2018 10h08

Os custos mais baixos dos alimentos, educação e comunicação ajudaram a conter a inflação ao consumidor medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em março, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) teve um avanço de 0,17% no último mês, após uma alta também de 0,17% em fevereiro.

As taxas de variação foram mais elevadas nos grupos Vestuário (de -0,76% para 0,57%), Alimentação (de -0,29% para -0,02%), Habitação (de 0,19% para 0,27%), Comunicação (de -0,21% para -0,09%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,40% para 0,42%).

Os destaques partiram dos itens roupas (de -0,76% para 0,82%), frutas (de -0,45% para 5,80%), tarifa de eletricidade residencial (de 0,95% para 1,19%), mensalidade para TV por assinatura (de -1,91% para 0,17%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,27% para 0,24%).

Na direção oposta, ocorreram decréscimos nas taxas de Transportes (de 1,11% para 0,23%), Educação, Leitura e Recreação (de -0,05% para -0,09%) e Despesas Diversas (de 0,20% para 0,05%). Houve influência dos itens gasolina (de 1,85% para -0,27%), passagem aérea (de -3,50% para -8,82%) e alimentos para animais domésticos (de 0 ,87% para -0,15%).

O núcleo do IPC-DI registrou alta de 0,25% em março, ante avanço de 0,23% em fevereiro. Dos 85 itens componentes do IPC, 46 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, foi de 48,52% em março, 1,78 ponto porcentual abaixo do resultado de 50,30% registrado em fevereiro.

Materiais de construção

As despesas com materiais na construção subiram mais em março, o que levou a uma aceleração na inflação do setor dentro do IGP-DI, informou a FGV. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) registrou alta de 0,24% em março, depois de uma elevação de 0,13% em fevereiro.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços teve um aumento de 0,50% em março, ante um avanço de 0,28% registrado no mês anterior. Já o índice que representa o custo da Mão de Obra teve alta de 0,03% em março, após ter permanecido estável (0,0%) em fevereiro.

Pressionaram o INCC-DI em março os vergalhões e arames de aço ao carbono (1,57%), projetos (1,42%), cimento Portland comum (1,28%), ferragens para esquadrias (1,51%) e metais para instalações hidráulicas (0,52%).

Na direção oposta, ficaram mais baratos em março os itens argamassa (-0,28%), placas cerâmicas para revestimento (-0,64%), massa de concreto (-0,12%), aluguel de máquinas e equipamentos (-0,10%) e produtos de fibrocimento (-0,31%).

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