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Ilan: medidas imediatas de crédito, como uso de banco público, não dão resultado

Eduardo Rodrigues e Fabrício de Castro

Brasília

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, voltou a rechaçar nesta terça-feira, 10, medidas imediatistas para atacar o custo de crédito no País. "Medidas imediatas de crédito, como o uso de bancos públicos, não dão resultado. Já foram feitas e não deram certo. É preciso serenidade para atacar as diversas causas do custo de crédito", respondeu ele, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Ilan lembrou as diversas medidas que vêm sendo adotadas pela autoridade monetária no âmbito da Agenda BC+, para a redução de custos incidentes sobre as operações de crédito e para o aumento da concorrência no mercado bancário.

Juros

O presidente do Banco Central defendeu a aprovação de reformas estruturais pelo Congresso Nacional para que a redução dos juros seja sustentável ao longo do tempo. Ele também avaliou que o Brasil não pode abrir mão neste momento das reservas internacionais.

"Não adiantam medidas voluntariosas que soam bem, mas não resolvem os problemas. É preciso pensar em medidas estruturais. Apenas a retórica não nos levará à queda sustentável dos juros", afirmou.

Questionado por diversos senadores sobre o grande volume das reservas internacionais, Ilan respondeu que reformas importantes que reduziriam a vulnerabilidade do País a choques externos, como a da Previdência, ainda não foram votadas. "Não chegou o momento de chegarmos à conclusão de que não precisamos das reservas. O momento agora é de sermos cautelosos. Se (futuramente) houver condições de não precisarmos desse seguro, as reservas devem ser usadas para abater dívida", completou.

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