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Bolsas europeias operam sem direção única, com geopolítica no foco

Victor Rezende

São Paulo

13/04/2018 08h19

O recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um ataque contra a Síria fez com que os mercados acionários europeus encerrassem em alta na quinta-feira. O movimento teve prosseguimento nesta sexta-feira, com as bolsas do continente em leve alta, à medida que investidores também esperam por balanços de grandes bancos americanos e avaliam indicadores da região.

Em 238 caracteres, Trump desmontou a forte retórica da quarta-feira, quando imprensa e analistas internacionais entenderam ser iminente um ataque à Síria, cujo governo é suspeito de ter feito um ataque químico a civis em Douma, um reduto rebelde. Em seu perfil no Twitter, ele negou que tivesse dito "quando" haveria um ataque americano contra os sírios. "Poderia ser muito em breve ou poderia não ser nada em breve!", afirmou. Trump vem ameaçando intervir na Síria desde que um suposto ataque com armas químicas matou dezenas de civis sírios no último fim de semana.

Na Organização das Nações Unidas (ONU), o embaixador da Rússia, Vassily Nebenzia, afirmou que o risco de uma possível ofensiva contra a Síria resultar em uma guerra entre russos e os americanos não podia ser descartado.

Cautela geopolítica à parte, investidores também monitoram indicadores europeus. Na Alemanha, a Destatis, agência de estatísticas do país, informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,4% em março em relação ao mês anterior e registrou alta de 1,6% na comparação mensal. Os números vieram em linha com as expectativas de analistas consultados pelo Wall Street Journal. Às 7h30 (de Brasília), o juro do Bund alemão de 10 anos subia de 0,519% ontem para 0,526%.

Já a Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, revelou que a zona do euro registrou superávit comercial de 21 bilhões de euros em fevereiro, mostrando aceleração em relação a janeiro, quando houve saldo positivo de 20,2 bilhões de euros. Sem ajustes, a zona do euro registrou superávit na balança comercial de 18,9 bilhões de euros em fevereiro.

No noticiário político italiano, o presidente do partido Liga, Matteo Salvini, pediu que o Forza Itália e o Movimento 5 Estrelas "parem de brigar" para que uma nova eleição não precise ser realizada. Atualmente, o presidente italiano, Sergio Mattarela, está realizando uma rodada de consultas para a formação de um novo governo, mas, de acordo com a imprensa italiana, Salvini seria o favorito para assumir o cargo de primeiro-ministro. Às 7h30, o índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, subia 0,14%, aos 23.337,63 pontos. Já o bônus italiano de 10 anos era vendido pelos investidores, com correspondente alta dos juros. No mesmo horário, o yield do título avançava de 1,811% para 1,817%.

Por volta das 7h30, o índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, caía 0,08%, aos 7.252,36 pontos; o PSI-20, de Lisboa, recuava 0,15%, aos 5.479,27 pontos; e o Ibex-35, de Madri, avançava 0,66%, aos 9.811,10 pontos. Em Frankfurt, o DAX operava em alta de 0,62%, aos 12.493,27 pontos e o CAC-40, da Bolsa de Paris, subia 0,37%, aos 5.328,75 pontos. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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