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UE tem perspectiva otimista para zona do euro, mas alerta sobre protecionismo

Bruxelas

A União Europeia prevê que a zona do euro irá manter forte crescimento econômico este ano, ainda que a perspectiva otimista do bloco seja ameaçada pelo risco de superaquecimento dos EUA e por medidas protecionistas do presidente americano, Donald Trump.

Em relatório publicado hoje, a UE estima que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro - formada por 19 países - irá crescer 2,3% neste ano e 2% em 2019, mantendo projeções que havia divulgado em fevereiro.

A sólida expansão do bloco é sustentada pelos altos níveis de confiança de consumidores e empresas, depois do avanço de 2,4% do PIB no ano passado, melhor resultado em uma década.

Consumo, exportações e investimentos vão sustentar o desempenho econômico da zona do euro, que superou o dos EUA nos últimos dois anos, segundo a Comissão Europeia, braço executivo da UE.

"A Europa continua a ter crescimento robusto", comentou Pierre Moscovici, comissário de questões econômicas e financeiras. "O maior risco para essa perspectiva otimista é o protecionismo, que não deve se tornar o novo normal", acrescentou.

A volatilidade do mercado financeiro "provavelmente se tornará algo permanente", ressaltou a UE, alertando que uma escalada de medidas comerciais protecionistas pelos EUA também "apresenta um risco indubitavelmente negativo para a perspectiva econômica global."

No documento, a UE avalia, no entanto, que a desaceleração vista na zona do euro no começo de 2018 parece que será "parcialmente temporária".

Já o mercado de trabalho da zona do euro está em seu melhor momento desde que a união monetária foi estabelecida, em 1999, e o desemprego caiu a seu menor nível desde antes da crise financeira global de 2008, destacou a UE. A comissão prevê que a taxa de desemprego do bloco ficará em 8,4% este ano e recuará para 7,9% em 2019. Em novembro do ano passado, a previsão para 2018 era de taxa de 8,5%.

A dinâmica dos preços, por sua vez, não se alterou e a comissão reiterou projeções de que a inflação ao consumidor da zona do euro será de 1,5% neste ano e de 1,6% no próximo, aquém, portanto da meta do Banco Central Europeu (BCE), que é de taxa ligeiramente abaixo de 2%.

Em outro sinal de que as economias europeias estão superando o legado da crise, a UE prevê que o déficit orçamentário da zona do euro irá diminuir de 0,9% do PIB em 2017 para 0,7% este ano e 0,6% em 2019. Todos os governos do bloco deverão manter seus déficits abaixo de 3% - como exigido pela UE - pela primeira vez desde que o bloco foi criado. Fonte: Dow Jones Newswires.

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