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Mercosul está 'praticamente fechando' acordo com a União Europeia, diz Temer

Marcelo Osakabe e Daniel Weterman

São Paulo

Após dezenove anos de negociações, o Mercosul está "praticamente fechando" um acordo comercial com a União Europeia e pretende fazer o mesmo em julho, em uma reunião com representantes da Aliança do Pacifico no México, afirmou nesta sexta-feira, 4, o presidente Michel Temer. Segundo o presidente, que discursou em um evento sobre "Riscos para Negócios Internacionais" na capital paulista, negociações comerciais ainda estão sendo tratadas com o Canadá e a Coreia do Sul.

"Estamos resgatando a vocação do Mercosul para o livre mercado. Trabalhando com essa convicção de que a globalização irá criar conexões entre os vários blocos", afirmou Temer, em seminário promovido pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

O presidente ressaltou as realizações de seu governo, como o teto dos gastos e a melhora da relação entre com o Legislativo - que deixou de ser o "apêndice" do Executivo - e disse que elas estão melhorando a percepção do investidor nacional e estrangeiro em relação à segurança jurídica no Brasil. "Sem segurança jurídica, ninguém vai investir no País', disse. "Os riscos não devem paralisar quem deseja empreender, devem servir de alerta."

Protestos

Do lado de fora do prédio da instituição, cartazes com a foto de Temer e a frase "tem que manter isso, viu", citada por ele durante conversa gravada com o empresário Joesley Batista, estavam colados em postes.

Na quinta-feira, foi divulgada uma nota atribuída à direção da ESPM alertando aos alunos que protestos contra o presidente Michel Temer dentro da faculdade não seriam tolerados. A instituição informou, porém, que o texto foi editado ao ser divulgado nas redes sociais e que o comunicado interno mencionava apenas a alteração da rotina dentro da escola. "Em momento algum, a instituição restringe a liberdade de expressão de seus alunos ou de quem quer que seja", diz nota de esclarecimento.

Temer abordou o incidente logo no início de seu discurso. Disse ser um "legalista" e que a liberdade de expressão e de imprensa são "fundamentais para o País". "Fui constituinte e fizemos inscrever na Constituição que o Brasil é um Estado democrático de direito justamente para enfatizar a liberdade de expressão, que pontilha todo o texto constitucional", disse.

Sobre o texto de 1988, o presidente notou ainda que ele contém "normas programáticas" como o direito à moradia e à alimentação, que são seguidos como objetivo pelos governo e que deram luz a programas como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família, que hoje "atinge" 14 milhões de famílias, ou até 50 milhões de pessoas. "Nenhuma política pública pode agir para impedir o direito á alimentação ou à moradia. O Minha Casa e o Bolsa Família são programas que cumprem o texto constitucional", ressaltou.

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