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Produção industrial do setor eletroeletrônico cresce 11,1% no 1º trimestre

Francisco Carlos de Assis

São Paulo

04/05/2018 17h26

A produção industrial do setor eletroeletrônico registrou crescimento de 11,1% nos três primeiros meses do ano, em relação a igual período de 2017, segundo compilação da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A despeito do crescimento acima dos dois dígitos da atividade no setor, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria eletroeletrônica em março fechou em 77%. Essa folga entre produção efetiva e capacidade de produção das indústrias do setor eletroeletrônico é um indicativo de que há ainda muito espaço para ser ocupado na capacidade de produção da indústria.

O aumento da produção fabril de janeiro a março, segundo os dados da Abinee, foi estimulado pela expansão de 26,1% na área eletrônica, visto que a produção da área elétrica apresentou retração de 1,4%.

No segmento eletrônico, foram expressivos os acréscimos de 26,3% na produção de equipamentos de informática e de 47,4% de aparelhos de áudio e vídeo.

Só em março a produção industrial do setor elétrico e eletrônico cresceu 6,8% em relação ao igual mês de 2017 ou 5,2 vezes o crescimento de 1,3% da produção industrial agregada no mesmo período. O resultado deveu-se ao incremento de 24,6% na indústria eletrônica enquanto a indústria elétrica recuou 7,8%.

Na opinião do presidente da Abinee, Humberto Barbato, os resultados da produção apontam movimentos distintos entre as áreas eletrônica e elétrica. Enquanto os bens de consumo vão bem, as indústrias ligadas à área de infraestrutura apresentam desempenho abaixo das expectativas das empresas. "Esse quadro reflete-se nas duas últimas sondagens da Abinee, nas quais foi observado o aumento no número de empresas que indicaram negócios aquém do esperado", diz.

Na pesquisa realizada em março, 49% das empresas consultadas apontaram resultados abaixo da expectativa. De acordo com as indústrias, as incertezas referentes ao atual cenário político com as eleições este ano inibem a tomada de decisões dos investidores, prejudicando o ritmo da atividade industrial.

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