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EUA pressionam parceiros do Nafta a aceitar piso salarial no setor automotivo

Washington

07/05/2018 10h56

O governo dos Estados Unidos busca concluir uma revisão no Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), com novas regras que penalizariam o setor automotivo no México a menos que ele eleve salários para quase US$ 16 por hora. A administração do presidente Donald Trump obteve algum apoio de fabricantes de automóveis dos EUA para seus propostas sobre o Nafta, incluindo termos que favoreceriam empresas americanas frente a rivais da Ásia e da Europa que produzem carros nos EUA.

O apoio das empresas de Detroit pode ajudar o governo a atingir sua meta de concluir a revisão do Nafta até meados de maio, o que permitiria que o pacto passe no Congresso até o fim do ano. No âmbito do tratado, as empresas automotivas dos EUA têm produzido no México, onde o salário é mais barato, mas o governo Trump busca forçar as fábricas em território mexicano a pagar mais aos trabalhadores, ou quer levar esses empregos de volta aos EUA e ao Canadá.

O representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, trabalha para exigir que 40% de qualquer carro que não pague impostos dentro do bloco venha de trabalhadores que ganham acima de certo patamar, segundo fontes ligadas ao assunto. Em diálogos recentes, os EUA discutiram um piso de cerca de US$ 16 a hora. No México, trabalhadores sindicalizados fazem menos de US$ 8 a hora em média em 2017, com trabalhadores em fábricas de partes de automóveis recebendo menos de US$ 4 por hora, segundo o Centro para Pesquisa Automotiva.

O governo mexicano quer fechar um acordo antes da eleição presidencial de 1º de julho. Autoridades do país devem fazer uma proposta ou já tentar fechar um acordo nesta semana, quando recomeça o diálogo entre as três nações em Washington. Fonte: Dow Jones Newswires.

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