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Produção de petróleo avançará menos no país se Europa ceder a sanções, diz Irã

Teerã

A volta das sanções dos Estados Unidos poderia reduzir a perspectiva futura de produção de petróleo no Irã em 1 milhão de barris por dia, caso isso force importantes companhias da Europa a abandonar o país, afirmou uma graduada autoridade iraniana.

O presidente Donald Trump anunciou nesta semana a retirada dos EUA do acordo nuclear de 2015, que havia acabado com sanções contra o Irã em troca de um controle maior sobre seu programa nuclear. Mas a União Europeia disse que não abandonará a iniciativa e não está ainda claro como as restrições americanas afetarão as companhias europeias que investem no Irã.

Vice-presidente da estatal National Iranian Oil, Gholamreza Manouchehri disse que, sem companhias do oeste da Europa, apenas com as da China e da Rússia, o Irã pode aumentar sua produção em 1 milhão de barris por dia (bpd), não mais em 2 milhões de bpd. A autoridade falou na segunda-feira, ainda antes do anúncio de Trump. Nesse quadro, a capacidade de produção iraniana aumentaria a 5 milhões de bpd, não a 6 milhões de bpd ao longo da próxima década. Atualmente, ela está em 4 milhões de bpd.

Segundo fontes das empresas, a francesa Total e a austríaca OMV pretendem continuar a trabalhar no Irã, por ora. A Total fechou um acordo de US$ 1 bilhão para investir em um campo de gás iraniano, mas não quis comentar o assunto. A OMC, que negocia contratos para novos projetos, disse que o quadro ainda não está claro, portanto não é possível tirar conclusões neste momento. Fonte: Dow Jones Newswires.

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