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CNA estima prejuízo de R$ 6,6 bi com nove dias de bloqueios nas estradas

Leticia Pakulski

São Paulo

29/05/2018 16h48

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estimou em R$ 6,6 bilhões os prejuízos para os produtores rurais nos nove dias de bloqueio nas estradas devido à paralisação dos caminhoneiros. O valor se refere a perdas de Valor Bruto da Produção (VBP), que mede a estimativa de faturamento bruto "dentro da porteira".

"Este prejuízo é apenas na produção primária, sem considerar ainda o processamento, as indústrias e a parte de insumos, que estão tendo prejuízos severos", enfatiza a CNA, em nota. "E ainda fora o que está por vir, porque a recuperação não é imediata", disse o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi.

Ele alertou para o "caos extremo" na produção de alimentos se os bloqueios continuarem.

Segundo Lucchi, produtor deve levar de seis meses a um ano para se reestruturar. "Animais estão morrendo, alimentos perecíveis como hortaliças e leite são desperdiçados. O impacto é econômico, social e ambiental", afirmou.

O superintendente da CNA reiterou que a confederação defende que o direito de "ir e vir" prevaleça neste momento para que o produtor possa escoar a produção e receba os insumos necessários para evitar a morte de animais. "Não é um problema apenas para o produtor, mas para toda a sociedade."

Na segunda-feira, a CNA encaminhou ofícios aos ministérios da Defesa e da Segurança Pública para pedir escolta para o transporte de produtos perecíveis, carga viva e insumos a fim de garantir o abastecimento dos produtores.

A presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputada Tereza Cristina (DEM-MS), que com Lucchi participou nesta terça de entrevista na Câmara dos Deputados, organizada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para falar sobre o impacto dos bloqueios nas estradas, apelou pelo fim da paralisação. "A situação vem se complicando. Nós estamos muito preocupados e gostaríamos de fazer um apelo para que os caminhoneiros que gostam de trabalhar possam trabalhar para não deixar que o abastecimento da população brasileiro fique mais prejudicado", afirmou.

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