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CNTA pede à base que encerre a paralisação

Lu Aiko Otta

Brasília

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) divulgou na terde desta terça-feira, 29, uma nota em que pede à categoria o fim da paralisação. A entidade avalia que o movimento, até agora, foi "extraordinário" e lista cinco medidas que foram adotadas em razão dele: a redução do preço do diesel no valor equivalente ao PIS/Cofins e Cide, por 60 dias; o fim da cobrança de pedágio sobre o eixo suspenso em todo o País; a reserva de 30% dos serviços de frete da Conab para os caminhoneiros autônomos; estabelecimento de um piso mínimo de frete reajustado a cada seis meses com base nos custos do óleo e do pedágio e a extinção das ações da União contra a paralisação.

"Nossa pauta inicial e prioritária foi plenamente atendida pelo governo", afirma a entidade. Ela acrescenta que, a partir de agora, manter a paralisação exporá os caminhoneiros e suas famílias a "desgaste desnecessário". A nota alerta que as conquistas obtidas até agora e o apoio da população ao movimento correm o risco de serem perdidos com o prolongamento da paralisação.

A entidade informa, ainda, que caminhoneiros "estavam sendo forçados e ameaçados" a manter a paralisação. E que grupos estranhos à categoria se infiltraram no movimento.

"Entendemos que daqui para frente só haverá prejuízo aos caminhoneiros, de modo que a CNTA e todas as entidades sindicais de sua base, pedem a compreensão pelo fim da paralisação", conclui a nota.

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