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Procuradoria coordena ação por abastecimento na região de Marília (SP)

Fausto Macedo e Julia Affonso

São Paulo

29/05/2018 11h55

O Ministério Público Federal informou que articulou nesta segunda-feira, 28, um esquema para localização, escolta e formação de comboios de caminhões tanque que estavam impedidos de levar carga para 41 municípios que integram as subseções judiciárias de Marília, Tupã e Lins.

Os procuradores da República Diego Fajardo Maranha Leão de Souza, Jefferson Aparecido Dias e Manoel de Souza Mendes Júnior reuniram-se ao longo do dia para apurar a questão da crise de abastecimento de combustíveis causada pela greve dos caminhoneiros, em especial para acompanhar as consequências do entrave nos transportes nas áreas de saúde e segurança pública.

"Após levantamento de informações, constatou-se que grande parte dos caminhões-tanque que serviriam para atender os municípios de Marília e região não estavam conseguindo acessar as bases distribuidoras de combustíveis da região em razão de constrangimentos e ameaças endereçadas aos caminhoneiros por parte de alguns líderes grevistas", informou a Procuradoria em nota.

Os procuradores e o procurador da República Antonio Manvailer, da Procuradoria da República em Ourinhos, acionaram a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal, a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Estadual, para articular uma operação emergencial. O objetivo era abastecer um lote inicial de caminhões-tanque e escoltá-los para Marília, visando prioritariamente à normalização do transporte público e ao abastecimento de veículos oficiais das áreas de segurança pública e saúde.

"A prioridade nesse momento de crise será o reabastecimento dos carros oficiais, como ambulâncias e viaturas policiais, que terão um posto de combustíveis reservado exclusivamente para atendê-los. Havendo excedente de combustível disponível, a venda será liberada também para o consumidor, limitada a 25 litros por veículo, vedada a utilização de galões, conforme compromisso assumido pelo sindicato dos postos de combustíveis" diz a nota.

Segundo o MPF em Marília, o esquema de comboios e escolta se repetirá diariamente até a situação se normalizar.

A Procuradoria solicitou ainda que as polícias também priorizem a segurança e a liberação de cargas contendo remédios e insumos médico-hospitalares e outros itens de primeira necessidade para serviços e emergências em saúde.

Sequestro

O Ministério Público Federal relatou que recebeu a informação de que um caminhão tanque de um posto de combustíveis de Marília havia sido "sequestrado" pelos líderes do movimento grevista ao tentar reabastecer na base distribuidora de Ourinhos. O motorista teria sido obrigado a conduzir o caminhão ao ponto de concentração do movimento sob ameaças.

Uma das missões das forças policiais que foram ao município era, inclusive, tentar localizar e liberar este caminhão. Todavia, essa intervenção não se mostrou necessária, pois a própria empresa conseguiu a liberação do caminhão no final da tarde, após negociação com os líderes do movimento.

Reunião

A Procuradoria em Marília estruturou um "gabinete de crise" para acompanhar os problemas de abastecimento decorrentes da greve no setor de transportes. Nesta terça-feira, na sede da Procuradoria, haverá reunião entre diversos órgãos de segurança pública e do setor de abastecimento para acompanhamento da situação e planejamento de novas medidas para minimizar o impacto da greve na população de Marília e região.

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