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Em nota, PT chama administração da Petrobras de 'entreguista'

Bruno Caniato, especial para a AE

São Paulo

01/06/2018 17h55

Em nota oficial, o PT chamou nesta sexta-feira, 1º, de "entreguista e criminosa" a atual administração da Petrobras e afirmou que a renúncia de Pedro Parente demonstra a "inviabilidade" da política de reajustes e importação de combustíveis. "Não basta trocar o presidente da Petrobras para enfrentar a crise dos combustíveis", diz o texto.

Para o partido, Pedro Parente, chamado de "ministro do apagão" pela legenda, foi "o mais notório representante dos interesses do capital internacional" e sua renúncia expõe a crise interna do governo Temer e de sua pauta "antinacional e antipovo". A nota ressalta a queda de 30% na produção brasileira de petróleo e critica o aumento das importações de óleo diesel americano, que atingiram, segundo a sigla, 82% do consumo interno. "Essa política antinacional produziu 229 aumentos dos combustíveis em 24 meses", destaca.

O texto acusa Parente de divulgar balanços "falsos" em interesse dos acionistas privados da Petrobras e defende a abertura de uma CPI para apurar "quem ganhou com a gestão criminosa da estatal nos últimos dois anos". O partido manifesta apoio à Federação Única dos Petroleiros (FUP), "que historicamente defende a Petrobras", e critica a imprensa por "censurar" as denúncias da FUP à gestão de Parente.

Por fim, a nota afirma que a única saída para a atual crise política envolve eleições "livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas", e antecipa que o PT lançará oficialmente a pré-candidatura do ex-presidente Lula na próxima sexta-feira, 8 de junho.

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