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Plural: em Estados que não aceitarem ICMS menor, baixa do diesel será de R$ 0,41

Fabrício de Castro

Brasília

01/06/2018 16h25

O presidente da Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural), Leonardo Gadotti, afirmou nesta sexta-feira, 1º de junho, que nos Estados que não aceitarem reduzir o ICMS do diesel, a baixa do preço do combustível nas bombas será de apenas R$ 0,41. São Paulo e Rio de Janeiro, os principais consumidores, já promoveram a redução do ICMS.

Essa redução de ICMS servirá para garantir uma baixa de R$ 0,05 do total de R$ 0,46 de queda do diesel, anunciada pelo governo. Isso porque, nos cálculos dos distribuidores, o governo não havia colocado na conta os 10% de mistura de biodiesel no diesel, responsável por R$ 0,05 no preço. Assim, o biodiesel não teve os impostos reduzidos. A redução do ICMS pelos Estados busca justamente compensar estes R$ 0,05 ligados ao biodiesel.

"A questão dos R$ 0,46 está sendo resolvida através da redução do ICMS. Já temos isso no Estado de São Paulo, no Rio de Janeiro também, e a expectativa é de que todos os Estados sigam o exemplo", explicou Gadotti.

Segundo ele, a baixa do ICMS para garantir os R$ 0,05 será tratada de Estado para Estado, e não no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). "Eles (Estados) terão que concordar."

Gadotti disse ainda que o setor de distribuição trabalha pela liberação dos estoques de combustíveis, para que o produto com desconto possa chegar rapidamente aos revendedores. "A Petrobras continuou bombeando as cotas diárias das empresas (de distribuição) durante a greve. Então, as empresas estão bem abastecidas de diesel. Com o fim da greve, boa parte ainda está nos estoques das distribuidoras", explicou. "Há um tempo para que isso vá ao mercado e chegue ao consumidor."

De acordo com Gadotti, a expectativa é de que, ao longo da próxima semana, o estoque das distribuidoras acabe e o desconto comece a ser repassado. "Em alguns locais, os estoques são maiores. Em lugares como São Paulo e Rio, isso acontece de forma mais imediata, porque o consumo é grande."

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