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IPC-S acelera em 5 das 7 capitais analisadas na 4ª quadrissemana de maio, diz FGV

Thaís Barcellos

São Paulo

04/06/2018 08h49

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acelerou em cinco das sete capitais pesquisadas na quarta quadrissemana de maio ante a terceira leitura do mês, divulgou a instituição nesta segunda-feira (4). No geral, o IPC-S avançou de 0,33% para 0,41% entre os dois períodos. Em abril, o indicador fora de 0,34%.

Por região, o IPC-S apresentou acréscimo nas taxas de variação de preços em Brasília (0,26% para 0,48%), Belo Horizonte (-0,10% para 0,16%), Recife (0,80% para 0,84%), Rio de Janeiro (0,19% para 0,34%) e São Paulo (0,09% para 0,21%).

Por outro lado, Salvador (1,44% para 1,37%) e Porto Alegre (0,22% para 0,16%) registraram desaceleração no período.

A aceleração do IPC-S da terceira quadrissemana de maio para a última medição do mês foi motivada, principalmente, pelo avanço do grupo Transportes (0,16% para 0,48%), ocasionado pelo aumento em gasolina, que mais que dobrou a taxa, de 1,25% para 2,57%. O combustível tem sido majorado pelos reajustes da Petrobras, que consideram o preço no mercado internacional - e também pela escassez de oferta causada pela greve dos caminhoneiros.

Da mesma forma, hortaliças e legumes (5,75% para 9,13%), que também ficaram em falta nos pontos de venda devido ao bloqueio das estradas, influenciou o aumento de Alimentação. Em Habitação, a contribuição foi mais uma vez de tarifa de eletricidade residencial, que subiu de 3,38% para 3,94%.

A conta de luz subiu em maio por efeito da mudança da bandeira verde - sem cobrança extra - para amarela - que adiciona R$ 1 a cada 100 kWh consumidos. Além disso, houve reajustes em algumas capitais no período.

Nos outros grupos que aceleraram entre a terceira e a quarta quadrissemana de maio, a FGV destacou o comportamento de roupas (0,13% para 0,46%) em Vestuário e alimentos para animais domésticos (-0,17% para 0,27%) no segmento de Despesas Diversas.

Em contrapartida, salas de espetáculo (1,79% para 0,28%) possibilitou a deflação maior em Educação, Leitura e Recreação; medicamentos em geral (1,32% para 0,65%) motivou o alívio em Saúde e Cuidados Pessoais; e mensalidade para TV por assinatura (1,40% para 0,17%) contribuiu para o arrefecimento de Comunicação.

Influências individuais

A energia elétrica e a gasolina foram, nessa ordem, as principais contribuições individuais para o avanço do IPC-S na última leitura do quinto mês do ano, seguidas de cebola (apesar do alívio de 48,59% para 43,63%), condomínio residencial (1,52% para 1,70%) e plano e seguro de saúde (que manteve a taxa de 0,96%).

Já os itens com maior influência de baixa no indicador foram mamão papaia (-23,42% para -24,61%), etanol (mesmo com a queda menor, de -3,48% para -2,13%), excursão e tour (-1,99% para -2,85%), passagem aérea (-6,15% para -6,70%) e tangerina (-11,46% para -14,86%).

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