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ANTT e entidades de caminhoneiros se reúnem para resolver impasse sobre frete

Lu Aiko Otta

Brasília

Representantes de caminhoneiros estão reunidos na manhã desta sexta-feira, 8, com o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Marcelo Vinaud para uma discussão técnica sobre a tabela de preços mínimos de fretes. O encontro foi acertado numa reunião de emergência ocorrida na noite de quinta-feira no Ministério dos Transportes, na qual o ministro Valter Casimiro se comprometeu com lideranças da categoria a revogar a nova versão da tabela, divulgada na quinta, que trazia uma redução média de 20% nos valores em comparação com a primeira versão, publicada no dia 30 de maio.

O ato formal da revogação ainda não ocorreu, mas a ANTT divulgou nota mais cedo reafirmando que a última versão da tabela está suspensa. Vale a resolução do dia 30.

Da reunião, participam no momento representantes da Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral (Fetrabens), Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens (Sindcam) de Ourinhos e Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), além de quatro autônomos. Segundo informou a ANTT, trata-se de uma discussão técnica que pode não ser conclusiva.

O caminhoneiro autônomo Wallace Landim, o "Chorão", disse ao chegar que o movimento está sendo "forçado a dar um voto de confiança ao governo". Ele afirmou que a última versão da tabela ficou muito ruim para os autônomos, pois o frete pelo qual obtinham R$ 60,00 no mercado livre ficou em R$ 40,00.

Chorão não descartou uma volta da greve, dada a lentidão com que o acordo feito com o governo vem sendo cumprido. Ele se queixou da decisão, tomada na Câmara dos Deputados, de adiar para a próxima semana a votação do marco regulatório do transporte de carga.

Também avaliou que o acordo de redução de R$ 0,46 no litro do diesel está aquém do prometido e o tabelamento "virou essa novela". O único ponto que está atendido, disse, é a isenção do pedágio sobre o eixo suspenso. "O que a categoria ganhou? Nada. Não vamos mais atrás do governo. Deixa o governo vir atrás, agora", ameaçou.

Ele afirmou que o governo vem dialogando com pessoas que não representam a categoria e disse que está formando uma nova organização, que já tem representantes nos 27 Estados e cerca de 650 possíveis filiados.

A revisão da tabela de frete, atacada pelos caminhoneiros, foi feita pelo governo por pressão do setor produtivo, principalmente do agronegócio, que se queixou de aumentos superiores a 150% no preço do frete em alguns casos. Entidades do setor ameaçam uma avalanche de ações na Justiça para suspender o tabelamento do frete, que consideram inconstitucional.

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