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Ilan: País precisa continuar com ajustes e reformas para manter inflação baixa

Fabrício de Castro

Brasília

08/06/2018 12h03

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, repetiu nesta sexta-feira, 8, que "o Brasil precisa continuar no caminho de ajustes e reformas para manter a inflação baixa, a queda da taxa de juros estrutural e a recuperação sustentável da economia". Essa ideia já estava presente nas comunicações mais recentes do BC.

Ilan Goldfajn também pontuou que a redução do custo de crédito é "assunto relevante" para a instituição, que tem se empenhado em diversas ações.

Além disso, reafirmou que o processo de cortes da Selic (a taxa básica de juros) tem levado à queda das taxas reais (juros nominais menos inflação) e tende a estimular a economia. "Essas taxas, estimadas usando várias medidas, se encontram ao redor de 2,5% ao ano", disse Ilan Goldfajn.

"O Copom reitera que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural", reafirmou o presidente do BC.

Manutenção da Selic

Ilan Goldfajn retomou nesta sexta uma ideia já presente nos comunicados mais recentes da instituição: a de que "a favor da decisão de manter a taxa Selic em 6,50% ao ano pesou a mudança no balanço de riscos para a inflação em função do choque externo, que reduziu as chances de a inflação permanecer abaixo da meta no horizonte relevante por meio de possíveis impactos secundários na inflação".

Segundo ele, o choque externo reduziu as chances de a inflação permanecer abaixo da meta para o horizonte relevante da política monetária. Ao mesmo tempo, Ilan reafirmou que o cenário básico do Copom envolve riscos desinflacionários e inflacionários.

Do lado desinflacionário, ele citou "a possível propagação, por mecanismos inerciais, do nível baixo de inflação", o que pode "produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado".

Do lado inflacionário, ele mencionou "uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira", que pode "afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária".

"O risco deste impacto se intensifica no caso de continuidade da reversão do cenário externo para economias emergentes", acrescentou o presidente do Banco Central.

Em outro momento, Ilan Goldfajn reafirmou que "a redução da inflação, a ancoragem das expectativas, a queda nas taxas de juros e a melhoria das condições no mercado de crédito têm propiciado a recuperação da economia".

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