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'Mecanismo de direito de preferência funcionou', diz ex-diretora da ANP

Denise Luna

Rio de Janeiro

Magda Chambriard, consultora da FGV Energia e ex-diretora da ANP

Qual a sua avaliação sobre o leilão?

O 4º leilão do pré-sal, sob regime de partilha de produção, reafirma o que já é patente: o pré-sal tem uma escala diferenciada, seu potencial é imenso, e está atraindo a atenção das grandes petroleiras internacionais. Interessante lembrar que, no primeiro leilão do pré-sal, em 2013, muito se falou sobre a prerrogativa legal da Petrobrás de participar de um consórcio e, caso não fosse vencedora, migrar para outro, arcando com a oferta vencedora. Esse mecanismo foi considerado por muitos como sendo o motivo de termos tido apenas uma oferta, naquela época. Nós, na ANP, não concordávamos com essa visão. Hoje vimos que o mecanismo funcionou e não impediu a concorrência. Ao contrário, dos 4 blocos ofertados, em 2 a Petrobrás participou do consórcio "perdedor" e exerceu seu direito legal de migrar para o vencedor, arcando com melhor proposta para a União.

O que significa para o País a presença de grandes empresas como as que conquistaram blocos hoje [quinta-feira, 7] no leilão?

Mais petroleiras no País significa mais tecnologia, mais investimentos disponíveis para o desenvolvimento das áreas, mais discussão sobre o que seria o melhor projeto de desenvolvimento.

Quais as perspectivas para a indústria do petróleo no Brasil nos próximos anos?

As perspectivas estão atreladas às possibilidades de as empresas recomporem seus portfólios. Após anos sem investimentos em aquisição de novas áreas, e com preços até recentemente na casa dos US$ 60 por barril, as petroleiras e seus investidores se concentravam em ativos de muito menor risco. Vimos áreas de novas fronteiras postas em licitações que acabaram desertas. Nesse ponto, acredito que o pré-sal tenha sido, para as grandes petroleiras, um verdadeiro alento. Áreas grandes, de imenso potencial e baixo risco.

O preço do petróleo foi um atrativo para o leilão?

Acredito que estamos em tendência de alta, por diversas questões de geopolítica. Bom para o desenvolvimento do pré-sal, ruim para o preço do diesel na bomba. Temos de estar preparados para esse cenário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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