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Nova pesquisa Datafolha não ameniza volatilidade dos mercados

Nayara Figueiredo

São Paulo

O cientista político da Tendências Consultoria, Rafael Cortez, acredita que a nova pesquisa Datafolha de intenção de voto para a Presidência, divulgada nesta madrugada, trouxe um cenário ainda carregado de incertezas e não deve aliviar a volatilidade do mercado. A indefinição sobre o próximo líder do Planalto foi um dos fatores que geraram turbulências entre os ativos domésticos na última semana e "a tendência é de que o quadro eleitoral não apresente nenhuma saída neste semestre", avalia o especialista.

Recentemente, o Tesouro Nacional e o Banco Central precisaram reforçar suas atuações para conter o mercado de títulos e o câmbio. O dólar à vista chegou a subir mais de 2%, fechando a R$ 3,9146 na quinta-feira (7), o maior valor desde 1º de março de 2016, quando bateu em R$ 3,94. No mesmo pregão, o índice Ibovespa atingiu o auge do nervosismo e chegou a tombar 6,51%, oscilando no patamar dos 71 mil pontos. O volume de negócios do dia somou R$ 20 bilhões, bem acima da média, e configurou mais uma evidência do movimento de fuga do risco.

"As oscilações da semana passada também tiveram como motor a percepção de que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) estaria melhor nas intenções de voto para a Presidência", explica Cortez. Já no Datafolha, o deputado estaria em terceiro lugar no cenário com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e na segunda posição ante a hipótese de ausência do petista, atrás dos brancos e nulos. No segundo turno, o destaque da pesquisa foi para Marina Silva (Rede).

O crescimento do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) em enquetes que circularam nas mesas de operações também foi um fator atrelado às recentes oscilações dos ativos. Na análise do especialista da Tendências, o crescimento do pedetista nas intenções de voto está condicionado ao apoio do PT. "O partido está adotando uma estratégia que tem risco elevado, de manter as apostas em Lula, mas para o mercado ainda há uma expectativa de que os petistas declarem apoio ao Ciro como o candidato da esquerda", comenta Cortez. Desta forma, enquanto o PT estiver indefinido, Ciro segue como um ameaça para a precificação dos ativos.

O especialista da Tendências afirma que o mercado observa as pequenas mudanças trazidas pela pesquisa, mas qualquer avanço das alas centro e direita pode ficar atrelado ao atual governo, que é mal avaliado. Segundo o Datafolha, os eleitores que consideram a gestão do presidente Michel Temer péssima ou ruim chegam a 82% contra 70% na última mostra do instituto, divulgada no dia 15 de abril. Quanto ao crescimento de Marina, Cortez diz que este não seria um elemento "pró-mercado", o que abre espaço para que a volatilidade continue.

A nova pesquisa Datafolha, realizada nos dias 6 (quarta-feira) e 7 (quinta-feira), teve como base 2.824 entrevistas em 174 municípios em todos os Estados do País, incluindo Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-05110/2018.

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