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Professor tenta há 4 anos renegociar dívidas

Regina Pitoscia - Especial para a AE

São Paulo

Se por um lado o consumidor precisa ter rédeas curtas na administração do orçamento para o equilíbrio de suas contas, de outro os bancos devem se valer das novas regras, de modo a contribuir concretamente para a normalização da situação de seus clientes. Na prática, nem sempre é simples chegar a um acordo, mas não interessa nem ao banco, nem ao consumidor, nem à sociedade que a economia trave por conta do alto endividamento.

O caso do professor universitário Rubens Adorno ilustra bem as barreiras para se encontrar soluções. Por quatro anos ele tenta uma renegociação com quatro bancos: Caixa, Banco do Brasil, Citi e Santander. Mesmo com a assessoria e intermediação de institutos especializados, diz enfrentar dificuldades para chegar a um acordo. Recentemente ele conseguiu uma reestruturação no Santander e no Citi, mas está tendo sua dívida executada na Caixa e a pressão do BB para a liquidação de um consignado.

O total de sua dívida chegou a bater em R$ 600 mil, cujas prestações comprometiam 120% de sua renda. Atualmente, esse nível de comprometimento está em 70%. "Você vai se desesperando. Toda noite perco o sono, pensando em tudo o que pode acontecer, e se me mandarem uma carta, uma intimação?", diz Adorno.

O professor afirma ter "total interesse em resolver a situação", mas esbarra na rigidez do sistema. Sua torcida é para que o normativo seja de fato seguido para trazer mais flexibilidade, evitar ou resolver seu caso.

Adorno diz que nunca se dirigiu a um banco para levantar empréstimo. As ofertas chegaram até ele, por telefone. Sem critérios na escolha de crédito, ele foi trocando um pelo outro, nas mais diferentes modalidades, fazendo seguros e aceitando produtos. "E tudo apenas para a cobertura do rombo financeiro, sem aquisição de bens ou o uso do dinheiro para ter uma vida mais confortável." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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