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Alta global do dólar deve apoiar postura defensiva antes de Ibope

Renata Pedini e Luciana Antonello Xavier

São Paulo

04/09/2018 08h04

A alta generalizada do dólar no exterior, em dia de retorno de feriado nos Estados Unidos, deve realimentar o movimento de busca por proteção que ontem reconduziu o dólar à vista acima de R$ 4,15 no fechamento da sessão. No cenário local, a maior expectativa é pela pesquisa eleitoral Ibope/Estadão/TV Globo com divulgação prevista à noite. O instituto foi a campo no último dia 29 e ainda realiza entrevistas até o fim do dia, contemplando dois cenários quanto ao PT: um com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - preso e condenado na Lava Jato - e um com seu candidato a vice, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Além do potencial de transferência de votos de um petista ao outro, os investidores aguardam os números para avaliar o resultado no levantamento dos desempenhos dos presidenciáveis após o início da campanha, no sábado para os presidenciáveis, e a rodada de entrevistas concedidas ao Jornal Nacional na semana passada. Antes, devem repercutir nova derrota de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ontem, dois ministros da Corte barraram propagandas veiculadas pelo PT no rádio e na TV que tinham como protagonista o ex-presidente, apontando tentativa de "confundir o eleitor" e "frontal oposição" ao que foi decidido pelo TSE. O Tribunal, porém, negou pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PSL) para suspender propaganda da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB).

Nesta manhã, a agenda econômica prevê o resultado da produção industrial em julho, que pode voltar a registrar queda na margem, após o avanço de junho. No mercado internacional, o retorno dos negócios em Wall Street se dá em meio à preocupação com o comércio mundial. Nesta semana os Estados Unidos negociam suas diferenças com o vizinho Canadá e existe a possibilidade de imporem novas tarifas a produtos chineses no valor de US$ 200 bilhões depois de quinta-feira, prazo final para comentários das empresas afetadas. Também está no radar a reunião entre autoridades argentinas e do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o programa de resgate da instituição ao país. Nesse ambiente, os futuros de Nova York oscilam ao redor da estabilidade e os índices das bolsas europeias estão em baixa, enquanto, na Ásia, o fechamento foi em alta na maioria das praças.

Ibope e produção industrial no foco local - A agenda de indicadores e eventos desta terça-feira, 4. tem como destaque a divulgação da pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo durante o Jornal Nacional. O levantamento entrevistou 2.002 pessoas e tem dois cenários: um com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um com seu vice, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. A pesquisa começou dia 29/8 e termina hoje. Também hoje tem a divulgação da produção industrial de julho (9h00). As estimativas do Projeções Broadcast vão de queda de 3,6% e alta de 1,0%, mediana de retração de 1,50%, após alta de 13,10% em junho. O BC faz leilão de até 10.900 contratos de swap cambial (US$ 545,0 milhões) para rolagem de vencimentos de outubro (11h30). O TSE pode julgar registro de candidatura de Bolsonaro (19h00). O Plenário da Câmara realiza sessão deliberativa. Na pauta está a MP 830, que extingue o fundo soberano, e o PL que eleva a participação de capital estrangeiro em aéreas.

PMI dos EUA e China no radar - Na agenda dos Estados Unidos hoje é dia de Índice dos gerentes de compra (PMI) do setor industrial (10h45); investimentos em construção e índice ISM de atividade industrial (ambos às 11h00). O ministro da Fazenda da Argentina, Nicolás Dujovne, se reúne em Washington com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, para discutir o programa de resgate da instituição ao país. Na China será divulgado o PMI composto de agosto (22h45) e antes tem o PMI de serviços do Japão (21h30).

IPC-Fipe supera projeções - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,41% em agosto, ganhando força ante a alta de 0,23% registrada em julho e também em relação à terceira quadrissemana de agosto (0,37%), segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O resultado de agosto superou o intervalo das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, de 0,23% a 0,35% (mediana de 0,31%).

Perto das 7h30:

Dólar avançava a 111,41 ienes, após alcançar a máxima de 111,55, ante 111,10 ienes no fim da tarde de ontem.

Euro, que na mínima cedeu a US$ 1,1558, valia US$1,1560 (US$ 1,1619 no fim da tarde de ontem).

Londres caía 0,21%.

Paris -1,11%.

Frankfurt -0,82%.

Dow Jones futuro caía 0,10%.

S&P500 futuro subia 0,02%.

Petróleo WTI para outubro subia 1,72%, a US$ 71,00 barril, na Nymex.

Petróleo Brent para novembro avançava 1,31%, a US$ 79,17 o barril, na ICE.

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