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Efeito calendário ajuda desempenho da indústria ante julho de 2017, diz IBGE

Daniela Amorim

Rio

04/09/2018 14h20

O efeito calendário ajudou a impulsionar o desempenho da indústria em julho, na comparação com o mesmo mês de 2018, contou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mês de julho de 2018 teve um dia útil a mais que julho de 2017. "Isso ajuda a entender não só a magnitude de crescimento em relação ao mês anterior, mas todo o perfil espalhado de crescimento, seja por categoria econômica, seja por atividade", disse Macedo.

Na comparação com julho de 2017, a produção industrial cresceu 4,0% em julho de 2018, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas e em 19 dos 26 ramos pesquisados. Em junho, o avanço tinha sido de 3,4%.

"Se colocasse o ajuste sazonal na comparação interanual, daria um crescimento de 3,1% em julho (em vez de 4,0%)", calculou Macedo.

O Índice de difusão, que mede a proporção de itens com avanço na produção, aumentou de 50,2% em junho para 58,4% em julho, com melhora em todas as categorias de uso. "Talvez o efeito calendário de um dia útil a mais tenha explicado esse aumento também no porcentual de produtos com taxa positiva", declarou Macedo.

Entre as atividades, os principais impactos positivos sobre a alta da indústria em julho ante julho do ano anterior foram veículos automotores, reboques e carrocerias (21,0%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (11,3%).

Outras contribuições positivas relevantes foram das indústrias extrativas (3,8%), bebidas (12,5%), celulose, papel e produtos de papel (9,2%), máquinas e equipamentos (7,4%), outros produtos químicos (4,2%), metalurgia (4,8%), produtos de borracha e de material plástico (5,0%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,1%).

Na direção oposta, o destaque negativo foi de produtos alimentícios (-5,8%). Houve perdas importantes também em equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,5%) e couro, artigos para viagem e calçados (-6,4%).

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