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Mecanismos de proteção já estavam sendo estudados 'há um tempo', diz Petrobras

Fernanda Nunes

Rio

06/09/2018 11h25

O diretor financeiro da Petrobras, Rafael Grisolia, afirmou que a empresa identificou que era importante "trazer mecanismos financeiros de proteção para os momentos de volatilidade da gasolina e do câmbio". Ele não informou, no entanto, porque a empresa optou por utilizar essas ferramentas financeiras neste momento.

E, ao ser questionado se a decisão está relacionada às eleições ou aos rumores de nova greve dos caminhoneiros, disse que as medidas já estavam sendo estudadas "há um tempo".

Grisolia participou na manhã desta quinta-feira, 6, de coletiva de imprensa junto com o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, para detalhar o anúncio ao mercado de que a empresa usará mecanismos financeiros de proteção complementares à política de preços da gasolina.

"São mecanismos que mantêm o resultado financeiro para a companhia. São opções. Continua a de reajuste diário", afirmou o diretor financeiro.

A Petrobras passará a comprar derivativos de gasolina na bolsa de Nova York, além de hedge cambial, que suportarão a manutenção do preço por um período de até 15 dias, considerado o máximo de eficiência financeira, sempre que for detectada instabilidade no mercado.

Em fase de teste, essas medidas poderão ser estendidas para outros produtos, como o óleo diesel, no futuro. Atualmente, não faz sentido aplicar essas ferramentas no diesel, porque o combustível está sendo subsidiado pelo governo.

Porcentual de variação

O mecanismo financeiro anunciado pela Petrobras nesta quinta-feira para evitar volatilidade excessiva no preço da gasolina no prazo de 15 dias não evitará o repasse de altas da cotação da commodity no mercado internacional, segundo Jorge Celestino. "O que essa ferramenta está tirando é a volatilidade. O delta (de variação de preço) ao final dos períodos se mantém, será aplicado", afirmou.

Como exemplo de eventos que podem causar volatilidade excessiva, Celestino citou ocorrências climáticas nos Estados Unidos. "Os preços sempre vão variar segundo a oferta e a demanda. Mas existem fatores que vão impactar, por exemplo, uma temporada de furacão nos Estados Unidos, que deixa algumas instalações indisponíveis. Isso traz um efeito de volatilidade que não é estrutural, é conjuntural", afirmou.

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